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O verdadeiro papel de uma banda

17 Nov

Por Tiago Chevalier

Esses tempos pensei comigo mesmo: qual é o papel de uma banda? Mais especificamente: qual é o papel de uma banda de j-music?

Buscando a resposta para a pergunta, me deparei com uma memória antiga, dos tempos ainda que fazia parte da Hokuten. Lembro que fiz um tópico na antiga comunidade do almoço de quinta, apresentando a banda e a proposta. Logo veio uma resposta. Não me recordo com exatidão o que foi dito, mas se tratava de “trazer algo novo para o cenário, não encher o mesmo com as músicas que já fazem parte do mp3 player de todos”. Na época não entendi e achei sem cabimento o que ele disse, hoje faz todo sentido.

Acredito que o papel de uma banda se divide essencialmente em duas “tarefas”: divertir o público e trazer algo novo para conhecerem.

Sendo sincero, me parece meio inócuo uma banda apenas tocar as músicas conhecidas, sem acrescentar nada para o cenário. Qual é o sentido?  Não é mais válido ligar o mp3 player e ficar ouvindo em casa? Até porque, nada supera o original, por melhor que seja o cover.

Não estou dizendo aqui que sou contra as músicas conhecidas. Muito pelo contrário. Acredito que as músicas conhecidas devem ser maioria em um repertório, até pelo conhecimento do público e pela diversão e interação que proporcionam. Mas isso não pode ser tudo. Uma banda deve terminar seu show e fazer o público pensar: “Poxa, que música legal aquela que eles tocaram. Não conheço, mas vou pesquisar”. Aí sim, um trabalho completo.

O cenário de j-music no Brasil já é muito restringido, então cabe as bandas expandirem isso. Cabe a elas serem a vanguarda e mostrarem para o público que existe muita coisa boa que não é necessariamente conhecida. Claro, desde que não fuja da proposta sonora da banda (isso me lembra um show que fui, no qual uma banda abriu o show com “Basket case” do Green Day, e depois tocou “Fear of the dark”, do Iron Maiden).

Então, na próxima vez que ouvir uma banda tocar, pense nisso: não se contente apenas com o que todos fazem e com o que está cansado de ouvir. Exija mais, procure qualidade. Não se contente com aquela música conhecida de qualidade duvidosa se os seus ouvidos merecem algo melhor.

E um recado para as bandas: transgridam. Esse é o papel de uma banda. Não faça o que já foi feito por outros. Não trilhem um caminho já trilhado. Busquem seu próprio caminho. Tudo isso é fugaz, efêmero. Como você quer ser lembrado no final? Como alguém que fez algo diferente, ou como alguém que se limitou a reproduzir algo feito anteriormente?

 

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Que público é esse?

4 Jun

Olha só o destaque de hoje da Folhateen na página inicial da Folha.com:

Lembrando que ‘teen’ designa pessoas com idade entre 10 e 19 anos, a presença nessa editoria das duas matérias, relacionadas a HQs, parece reforçar a ideia de que história em quadrinhos é para crianças e adolescentes. O detalhe é que, pelo menos, a notícia sobre o filme do Capitão América interessa a muita gente adulta…

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