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O digital e a tecnologia no 2º dia de Jornada Nacional de Literatura

25 Ago

 De fato, foi nesta terça-feira que iniciou a Jornada, já que começaram as mesas de debates, conferências e demais discussões a cerca da Literatura envolvendo as questões do tema deste ano (linguagem, redes e mídia). Neste dia, teve destaque o papel das tecnologias, principalmente do computador e da internet.

A seguir, confira um resumo das principais falas do dia.

Debate: “Literatura e arte na era dos bits”

Peter Hunt

Abordou como a Literatura vem sofrendo mudanças, principalmente em sua forma e alertou para a necessidade de mudar o jeito como compreendemos uma história, pois cada vez mais ela deixa de ser linear para ser contada em pedaços, em diferentes plataformas. Exemplificou com o livro Crepúsculo o qual, na edição em língua inglesa, apresenta ao final propagandas do DVD, o álbum da trilha sonora do filme, sites… Enfim, me lembrei muito em sua fala da questão da transmídia, que conheço pelo Henry Jenkins, mas em nenhum momento ele usou este ou outro termo mais específico.

 Mauricio de Sousa

Contou como planejou desde o começo de sua carreira atuar em diferentes setores (impresso, audiovisual e até parques temáticos). Para isto, estudou como funcionava o mercado norte-americano de HQs antes de iniciar tal empreitada. E ainda salientou que demorou, mas está conseguindo, estando na metade do caminho ainda! Hoje seu estúdio possui uma demanda mundial e conta com cerca de 200 artistas. O que mais chama a atenção dos editores estrangeiros é a “filosofia de seus personagens” (não consumistas, voltados para a família, camaradagem e ética).

Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é a Mônica que mais vende no exterior e sim, Ronaldinho Gaúcho. Inclusive, Mauricio comentou que o personagem possui expressões típicas do Rio Grande do Sul, como o “Bah”, que não são traduzidas (por não haver similares) e estão espalhando pelo mundo (32 línguas para ser exata) esses gauchismos. Enquanto isso, no Brasil, a Turma da Mônica Jovem teve tiragem de 500 mil exemplares na edição em que Mônica e Cebolinha começam a namorar.

O quadrinista também comentou que por 20 anos seu desejo era fazer livros, mas que somente com a editora atual, a Panini, isto foi possível. Nos últimos 3 anos acumulou 174 publicações e mais estão pra vir. Revelou em primeira mão na Jornada uma parceria com Ziraldo. No twitter, Sidney Gusman explicou melhor: “a Melhoramentos lançará na Bienal um livro escrito pelo Ziraldo e desenhado por ele. E em 2012, trocam-se os papéis: Ziraldo ilustra um livro escrito por @mauriciodesousa. Baita projeto, hein?”. Além disso, cogita a possibilidade de fazer uma versão da Turma adulta, porém com histórias acontecendo de forma cronológica, isto é, envelhecendo com os leitores.

 Giselle Beiguelman

Trouxe para a discussão o QR code, no que ela descreve como algo para o leitor em trânsito e destaca como hoje somos desafiados a ler enquanto fazemos outras coisas e a presença de uma geração acostumada a distribuir a sua atenção.

Apresentou esse vídeo sobre o possível futuro (em 2014) da evolução das telas em nosso cotidiano:

 

Marcia Tiburi

Sem ser demasiadamente pessimista em relação às tecnologias, tampouco otimista, advertiu para cautela e convidou à adesão de uma “ética do passo atrás”, numa valorização da imaginação e sonhos.

Pensar sobre a existência é algo que a atrai, portanto, pensar o que é a vida digital, lhe rendeu algumas respostas: A vida vira informação e esquece a formação. Vira bits e se se esquece dos átomos. Vive-se da simulação, não mais da verossimilhança. É um mundo em que vamos perdendo a conexão com o próprio corpo. E tudo parece se resolver nas pontas dos dedos.

Sobre arte, citou como o conceito é antigo e difícil de aplicar, sendo por vezes usado num sentido estético ou/e político. Para ela, prefere falar sobre o “mundo das coisas” ao invés de “artes”, sendo algo que desperta nossa percepção (contrário à distração).

Ao fim do debate, o Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar conduziu os participantes da lona principal até a praça de alimentação e apresentou o "Cortejo espetáculo: banda circense".

Conferência com Pierre Lévy

 Com o tema “Horizontes do conhecimento na era digital”, Lévy apresentou seu projeto metalinguístico, denominado pelo próprio como utópico.

Na mídia digital ainda usamos sistemas de escrita das mídias estáticas, portanto, para Lévy novas formas de escrita devem surgir desse meio. Assim, propõe a IEML (Information Economy Metalanguage) planejada “para explorar todos os recursos de memória e de cálculo do meio digital para o benefício da pesquisa em ciências humanas. […] a IEML pode servir como uma metalinguagem para a categorização dos dados, a hipertextualização automática dos dados categorizados, o arranjo de informações em circuitos semânticos e o cálculo automático de vias e distâncias entre os itens de informação […] Ler em IEML significa realizar análises comparativas automatizadas de estruturas semânticas e extrair informação sobre os fluxos canalizados por essas estruturas” (citação retirada do jornal O Mundo da Leitura, entregue junto ao material da Jornada, originária do livro “The Semantic Sphere: computation, cognition and information economy”, 2011).

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Começa a Jornada Nacional de Literatura em Passo Fundo

23 Ago

Começou nesta segunda-feira à noite, a 14ª Jornada Nacional de Literatura, com o tema “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

A Jornada completa 30 anos em 2011, sendo realizada a cada dois anos em Passo Fundo/RS. A cidade, inclusive, recebe o título de capital nacional da literatura devido ao evento.

Em sua primeira noite, o espetáculo de abertura ficou por conta da Intrépida Trupe, com um número acrobático, seguido da apresentação da música tema da Jornada, “Sagração da Palavra” (vale a pena ler a letra aqui!), por Humberto Gessinger (vocalista da banda Engenheiros do Hawaii), escrita pelo próprio juntamente com Paulo Becker. Além, é claro, dos vários discursos das várias pessoas importantes para o evento e demais premiações (procure a imprensa oficial para mais detalhes!).

Humberto Gessinger canta música-tema da Jornada.

Esta é a quarta Jornada em que participo, incluindo aí uma pré-Jornada (feita junto às escolas da cidade) e em uma delas trabalhei, como estagiária, na rádio-poste do evento (fazendo entrevistas, colocando música, avisando das crianças perdidas…). Como não é novidade para mim, tenho edições anteriores para comparar.

Espetáculo de abertura da Intrépida Trupe.

O que me surpreendeu de cara foi a abertura bem fraquinha, “pobrezinha” mesmo. Lembro dos espetáculos anteriores cheios de brilhos e emoções, que faziam a plateia ficar de pé aplaudindo junto. As acrobacias no ar da Trupe eram legais, os profissionais estão de parabéns pela performance, mas faltou mais ousadia e até mesmo um figurino mais digno de um evento que se vende como o principal da Literatura na América Latina (algo noticiado toda hora, mas que tenho minhas sinceras dúvidas). A apresentação valeria para um intervalo entre atrações, mas para abertura, não estava tudo aquilo. Foi preciso entrar o Gessinger para dar uma animada e salvar o show. Mas também não durou muito, afinal a música é curta.

Exposição sobre almanaques no estande do Sesc na Feira do Livro. O legal é que é possível manusear alguns exemplares.

Além disso, o circo da cultura (uma lona de circo mesmo, onde ocorrem as atrações principais) estava cheio de goteiras; a feira do livro tinha muito mais estandes de empresas diversas do que de livros de fato; e havia outros problemas devido à falta de organização (e até de respeito para com os participantes) na entrega de crachás e saída das pessoas.

Espaço da Turma da Mônica na feira do Livro onde as crianças podem brincar.

Mas, enfim, foi o primeiro dia, ou melhor, noite, e o que importa são as discussões que virão pela frente. Estas espero que sejam bem instigantes!

Participantes tiveram que esperar (num frio de 9ºC!) a liberação (de quem não sei!) para poder ir embora. No tédio, as garotas e garoto (esq.) ainda posaram para esta foto.

(Todas as fotos podem ser visualizadas em melhor qualidade aqui)

Construções

5 Jul

A paisagem urbana é complexa. No corre-corre do dia, muitas vezes não percebemos atentamente todos os detalhes presentes. Porém, nos acostumamos com imagens e sons e até nos guiamos por eles.

Junto aos prédios, calçadas e demais construções vamos vivendo e construindo uma memória afetiva junto a essa paisagem. Mas, nem sempre ela é preservada, cuidada.

Em nome do desenvolvimento e da evolução, não raro o antigo é desfeito, desconstruído. Some e dá lugar a um novo, “mais moderno”.

Em “Construções” essas questões são levantadas através de imagens e relatos de antigos moradores de Passo Fundo/RS. A cidade com mais de 150 anos, é repleta de exemplos para se pensar na conservação, principalmente, no que diz respeito ao patrimônio histórico cultural

O documentário foi realizado por Alecsander Portilio, Giovana S. Carlos, Mateus Barato, Natália Bohrer e Rafael Trindade, sob orientação do Prof. Luciano Miranda, na faculdade de Jornalismo da Universidade de Passo Fundo, em 2007.

Excursão para o show do Ozzy em Porto Alegre

5 Mar

Minha prima, a Caroline, está organizando uma excursão para o show do (fucking prince of darkness!Ozzy que acontece em 30 de março, no Gigantinho, em Porto Alegre/RS. Eu e a Vivian estamos dando uma força (metaaallll!) na divulgação (as primas jornalistas devem servir para alguma coisa… :P).

Se você estiver a fim de ir, entre em contato.

Aproveita que está super barato! 😉

Mais informações:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108415707

Um lugar para sonhar

21 Fev

A cidade é cinzenta, com traços decadentes de um passado centenário, uma colonização europeia. É mal cuidada, cada vez mais suja e populosa. Seus 150 anos não a tornaram cosmopolita. Caminhar por Passo Fundo não é muito agradável. O que fazer aqui?

Cansada desse cenário, enquanto estou de férias no RS, sinto saudades de SC. Então, resolvi fazer um vídeo com ensaios fotográficos que tenho de Balneário Camboriú. São imagens da praia. A minha visão dela.

Muitos a chamam de paraíso, porém essa é uma cidade em que realidade e ilusão convivem numa harmonia simulada. Criada em 1964, a sétima cidade em desenvolvimento no Brasil, abriga moradores de diversos estados e outros países. A diferença é uma marca local.

A orla da praia se divide em três partes, a região sul, a central e a norte, onde o mar se mescla ao esgoto… as fotos são desses lugares. Há algumas, com uma visão mais geral, de um heliporto em frente ao meu prédio e outra da minha sacada.

Lindo lugar pra se conhecer:

Mokonas in PFland

13 Jul

Faz um tempo que eu e a Vivian tiramos umas fotos com os nossos mokonas de pelúcia pela cidade de Passo Fundo. Resolvemos resgatar algumas e fazer uma brincadeirinha, ao estilo crossover do universo CLAMP.  Apesar da qualidade das fotos ser baixa (foram fotografadas pelo celular) e estar bem amador o trabalho, resolvemos não perder a piada!  😛

Então, confira aí a aventura de Larg e Soel em PFland!

(Sugestão: se quiser visualizar melhor cada imagem é só abri-la em uma nova guia/aba)

Para entender algumas referências mais específicas (pra não ficar muito piada interna!):

– Sobre Passo Fundo: informações gerais aqui e aqui. A cidade é capital nacional da Literatura devido à Jornada Nacional de Literatura, além de ser onde mais se lê livros no Brasil.

– Sobre as estátuas: Teixeirinha foi homenageado com a obra pois cantava a música que mais tarde virou hino da cidade, “Gaúcho de Passo Fundo”. Enquanto no Japão foi construída uma estátua de um dos robôs (mechas) do animê Gundam (notícia aqui).

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