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Vai um bolinho de bacalhau aí?

15 Out

Uma visita pela Marejada 2010

Em Santa Catarina acontecem em outubro festas temáticas durante várias semanas. Anteriormente postei sobre a minha ida à Oktoberfest deste ano.

Hoje é sobre a Marejada, em Itajaí, visitada na segunda-feira, 11/10.

A Marejada, que está em sua 24ª edição, é a maior festa portuguesa e do pescado do Brasil. As atrações são apresentações folclóricas, bandas temáticas, feira de artesanato e demais produtos, shows gerais (como do Luan Santana) e, claro, diversos pratos e petiscos da culinária portuguesa.

Talvez em comparação com a Oktoberfest, pode parecer um evento um pouco menor, afinal não há tantos pavilhões e nem lojas/casas conforme a arquitetura portuguesa, mas me pareceu ter mais elementos culturais, no caso português, do que a festa alemã (que serve muito mais como uma desculpa pra encher a cara de chope na minha opinião! O que não há nada de mal, mas…). Estou falando de conteúdo mesmo, porque no visual realmente não fica nítida minha constatação.

Não há na Marejada cosplayers, ou seja, o público não vai vestido conforme a indumentária folclórica portuguesa, com exceção dos dançarinos e músicos que irão se apresentar nos diversos palcos do evento.

Nossa mãe com as 'portuguesas'. (foto by Vivian)

Atrás do palco, aguardando a apresentação. (foto by Vivian)

Os pratos típicos são muitos: de petiscos de peixe e camarão (seja em porções, em espetinhos, pastéis…) até refeições mais elaboradas com frutos do mar. Por isso, há espaços separados para cada alimento como, por exemplo, a Casa do Bacalhau. E não poderia faltar um bom vinho para acompanhar os alimentos. Nós comemos muito bolinhos de bacalhau. Estavam ótimos, tanto que nem lembrei de tirar foto!

Casa do Bacalhau

Show midiático: foi ligarem a câmera e logo as vendedoras começaram a representar gritando o nome dos petiscos.

Na feira de artesanato pude ver uma senhora fazendo renda de bilros. Ela me contou que leva cerca de dois dias para fazer uma peça pequena, já uma toalha de mesa rende um mês de trabalho (e custa 500 reais!).

Há também um parque de diversões lá. Devido ao dia que fomos, véspera do dia das crianças, comemoramos adiantadamente! Eu e a Vivian voltamos com vários prêmios pequenos, como chaveiros e bola, pra casa adquiridos nos tiro ao alvo, pescaria e outros…

Nós (tentando) e nosso pai (quem realmente sabia mirar, atirar e ACERTAR!).

Mas, o mais curioso de tudo e que não poderia deixar de comentar foi um fato muito relevante que me faz dar à Marejada um #epicwin, em contraposição ao #fail que dei à Oktoberfest: estava eu lá lendo as placas de preço/produto para escolher o que iria comer e de repente me deparo com uma que vendia, advinha? CUCA ALEMÃ!! Sim, não encontrei na “maior festa alemã das Américas” o doce, mas estava lá na festa portuguesa!

Show da noite: Jeito Moleque.

Enfim, a Marejada é um evento mais tranquilo, para assistir as apresentações folclóricas, comer delícias de pratos de peixes e frutos do mar, além de poder ver e comprar produtos artesanais. Em contrapartida, acredito que os shows de grupos gerais, desligados ao tema português, são a parte mais festa/bebedeira, mas acontecem num espaço mais reservado. Quem puder conferir, vale a pena!

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Mais fotos – e as do post podem ser melhor visualizadas – em: http://www.flickr.com/photos/giovanacarlos/sets/72157625046241629/

 

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Não tem cuca?!

12 Out

Um passeio pela Oktoberfest 2010

No último domingo (10/10/10!) fui com meus pais na Oktoberfest em Blumenau, Santa Catarina. Ok, fui com a família, o que já caracteriza uma outra Oktoberfest. E não dá pra negar: Oktoberfest = muita bebida + dança. Mas, de qualquer forma dá pra tirar uma ideia de como é…

Prometendo ser a maior festa de cultura germânica das Américas, bem na verdade, o principal é o chope e as bandas temáticas. Pra quem espera ver coisas mais específicas da cultura alemã, vai se decepcionar. As lojas da vila germânica vendem basicamente camisetas, canecas, chapéus e demais adereços relacionados à festa. Tudo bem, há alguns produtos interessantes e alguns pratos típicos, mas nada que valha a pena sair de muito longe (ou gastar muito) para ver.

O legal mesmo é ir com um grupo grande, que vá fazer festa. E, de preferência, ficar em alguma cidade de praia pra aproveitar mais.

Petisco alemão: linguiça, frango, coração de galinha, salame, salsicha... (já tínhamos comido metade quando tirei a foto!)

Vale ressaltar que, apesar de ter um evento desses, não há sinalização específica dentro da cidade de como chegar até o local (levamos um tempão pra nos acharmos!), somente algumas bandeiras com o nome e logo do evento pelo centro. Algumas poucas placas indicando a vila germânica não dão conta do recado.

Há um parque de diversão com brinquedos mais infantis e outros mais emocionantes como o Kamikaze.

Mas o que me chamou mais a atenção de tudo foram os cosplayers, quer dizer, o pessoal vestido ‘tipicamente de alemão’. Os que não estavam totalmente vestidos conforme a fantasia, digo, ‘vestuário germânico’, usavam pelo menos aquele chapéu da oktober ou tiara de flores.

Havia também alguns chapéus mais temáticos, como na forma de chope. E claro, não podia faltar a caneca pendurada no corpo. Aliás, até aqui em Balneário Camboriú tem algumas pessoas circulando ‘a la oktober fashion’.

Com todo esse contexto de roupas e acessórios, é possível fazer uma correlação bem interessante com os eventos de cultura pop japonesa, aonde os que não vão de cosplay de personagem, vestem pelo menos uma toquinha, tiara com orelhas de gato e demais. A diferença está no pessoal do pop nipônico saber que é tudo ficção e proveniente da mídia… Espero!

No Wasabi Show, evento de cultura pop japonesa de Florianópolis, surgiu este cosplayer vestido 'a la Oktoberfest', em fevereiro deste ano.

Ao final, antes de ir embora me lembrei de procurar por cuca alemã pra comer e levar pra casa! Não achando em nenhum lugar, fui num guichê onde se compram as fichas pra comida/bebida. Perguntei pra atendente: “onde tem cuca pra comprar aqui?”, ela me olhou, soltou um “cuca?”, no que eu respondi “é! Cuca alemã! Não tem?!”, ela virou pra colega do lado, “a gente tem isso aqui? Cuca?”, ambas nitidamente dando a impressão de que pedi algo fora do comum pro lugar, no que concluíram, “não, não tem”. Como se diz no twitter: #oktoberfest #fail!

Só digo que eu ainda estou chocada com o fato de uma festa alemã NÃO TER cuca alemã!! Como é que pode? Até nas festas italianas lá no Rio Grande do Sul tem! Por que numa festa germânica não? Tsc, tsc, tsc…

E, claro, não podia faltar um elemento nerd nessa visita!

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P.S.: A minha irmã veio me alertar para explicar o que é cuca, pois não é muito comum fora do sul do país. To chocada! Se você não conhece, não sabe o que perde!! Huahuahuahauhuhu!! A explicação dada é de que seria um bolo/pão doce, mas acho bem complicado isso, pois o sabor é único. Cuca é cuca! E tem de farofa, banana, goiaba, amendoim, pêssego, abacaxi, uva, morango….

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