Tag Archives: Música

Coelhomania

2 Jul

Desde criança sonho em ter um coelho. O que me fez ter esse desejo não sei, talvez inúmeros desenhos com mascotes tenham me influenciado. Amo animais, mas os orelhudos são especiais! Mini Lop é a raça que gosto mais. Considerado o mais inteligente, é fiel e apegado ao seu dono, chegando a ficar, aproximadamente, com 30 cm de altura. O preço varia de 70 a 150 reais. A responsabilidade da criação me faz esperar. Divertidos, saltitantes e muito fofos esses bichinhos conquistam as pessoas. 

 

 

 

 

 

Com a fama de “coelho da páscoa”, há diversos vídeos mostrando tanto a fofura quanto os dark(s) side(s) desses peludos. Separei os melhores:

Coelho prático:

 

Coelho atleta:

 

Coelho maneiro:

 

Coelho saltitante:

 

Mesmo assim não perde a fofura:

 

Imagine ganhar um desses:

 

Tenha medo:

 

Em sua versão country:

 

Fazendo um rock’n’roll:

 

Numa batalha de Rap:

 

Num comercial com o Darth Vader:

 

Bizarro:

 

 

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A Banda dos Sonhos

30 Jun

Por Vivian Santana e Giovana Carlos

A música inspira pessoas ao redor do mundo. Independentemente do estilo, ela está presente na rotina de alguém. Alguns adotam como estilo de vida e realizam o sonho de montar sua banda. Mas não basta apenas saber cantar ou tocar algum instrumento. É preciso muito mais.

 Através da banda de metal Massacration, o grupo Banana Mecânica (ex-Hermes e Renato) “desvendou” a fórmula para um grupo musical de sucesso descrevendo a importância e o perfil de cada integrante de uma banda de rock. Descubra nos vídeos abaixo:    

 

O Guitarrista

“Guitarrista bom é guitarrista marrento… o guitarrista é um rebelde incompreendido, delinquente das cordas…”.

 

O Baixista

“Na música o baixo está ali. Assim como os gnomos, ele existe mas ninguém vê… sua pegada deve ser tão forte quanto a patada de um urso…”.

 

O Baterista

“Como nos filmes de Van Damme, sua pegada tem que ser forte e seu ritmo deve ser frenético… o baterista que se preze tem que ser um bruto, um grosseiro, um ignorante…”.

 

Vocalista

“Carrega no gogó o ouro da banda… o vocalista é o mais egocêntrico da banda… carisma, presença, gogó e garra essas são as características básicas…”.

 

Hermes e Renato surgiu na MTV em 1999, sendo formado por Marco Antônio Alves, Fausto Fanti, Adriano Pereira, Bruno Sutter, Felipe Torres e Gil Brother. Os atores ficaram nesse canal por 10 anos, mudando-se em 2010, sem o Gil Brother, para a Record como parte das atrações do programa Legendários. Desde então receberam um novo nome, decidido pelo público: Banana Mecânica. 

O verdadeiro papel de uma banda

17 Nov

Por Tiago Chevalier

Esses tempos pensei comigo mesmo: qual é o papel de uma banda? Mais especificamente: qual é o papel de uma banda de j-music?

Buscando a resposta para a pergunta, me deparei com uma memória antiga, dos tempos ainda que fazia parte da Hokuten. Lembro que fiz um tópico na antiga comunidade do almoço de quinta, apresentando a banda e a proposta. Logo veio uma resposta. Não me recordo com exatidão o que foi dito, mas se tratava de “trazer algo novo para o cenário, não encher o mesmo com as músicas que já fazem parte do mp3 player de todos”. Na época não entendi e achei sem cabimento o que ele disse, hoje faz todo sentido.

Acredito que o papel de uma banda se divide essencialmente em duas “tarefas”: divertir o público e trazer algo novo para conhecerem.

Sendo sincero, me parece meio inócuo uma banda apenas tocar as músicas conhecidas, sem acrescentar nada para o cenário. Qual é o sentido?  Não é mais válido ligar o mp3 player e ficar ouvindo em casa? Até porque, nada supera o original, por melhor que seja o cover.

Não estou dizendo aqui que sou contra as músicas conhecidas. Muito pelo contrário. Acredito que as músicas conhecidas devem ser maioria em um repertório, até pelo conhecimento do público e pela diversão e interação que proporcionam. Mas isso não pode ser tudo. Uma banda deve terminar seu show e fazer o público pensar: “Poxa, que música legal aquela que eles tocaram. Não conheço, mas vou pesquisar”. Aí sim, um trabalho completo.

O cenário de j-music no Brasil já é muito restringido, então cabe as bandas expandirem isso. Cabe a elas serem a vanguarda e mostrarem para o público que existe muita coisa boa que não é necessariamente conhecida. Claro, desde que não fuja da proposta sonora da banda (isso me lembra um show que fui, no qual uma banda abriu o show com “Basket case” do Green Day, e depois tocou “Fear of the dark”, do Iron Maiden).

Então, na próxima vez que ouvir uma banda tocar, pense nisso: não se contente apenas com o que todos fazem e com o que está cansado de ouvir. Exija mais, procure qualidade. Não se contente com aquela música conhecida de qualidade duvidosa se os seus ouvidos merecem algo melhor.

E um recado para as bandas: transgridam. Esse é o papel de uma banda. Não faça o que já foi feito por outros. Não trilhem um caminho já trilhado. Busquem seu próprio caminho. Tudo isso é fugaz, efêmero. Como você quer ser lembrado no final? Como alguém que fez algo diferente, ou como alguém que se limitou a reproduzir algo feito anteriormente?

 

O papel do cachê na valorização das bandas de j-music no Brasil

8 Nov

O “Mundo de Giovana” tem o prazer de trazer a primeira colaboração feita para o blog, num texto polêmico do músico Tiago Chevalier sobre a situação das bandas covers no cenário de j-music no país.  Esperamos que você aprecie e deixe seu comentário ao final! Boa leitura! ^^

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Olá pessoal. Aqui quem vos fala é Tiago Chevalier. Para quem não me conhece, sou vocalista da banda de j-music Ryokan. E é justamente sobre j-music que venho conversar com todos, graças ao intermédio desse blog.

Primeiramente, acredito que os eventos de cultura japonesa (favor não confundir com eventos de animê, pois se fossem, não teríamos nem 50% do que vemos nos eventos, mas isso é papo para outro post) estão cada vez mais se profissionalizando e buscando se tornar algo sério. Basta observar com atenção: não vemos mais eventos completamente amadores. Todos, em seu próprio ritmo, estão buscando melhorar para continuar existindo nesse “mercado”. O tempo passou e os freqüentadores dos eventos passam a exigir cada vez mais atrações de qualidade, muitas vezes não se importando em pagar um ingresso com preço um pouco mais “salgado”.

Mas, o que isso tem a ver com a situação da j-music? Como membro de banda desse meio, posso garantir que a direção das bandas de j-music é justamente a oposta do rumo que o cenário está tomando: ainda vejo inúmeras bandas que pagam para tocar nos eventos, ou simplesmente, vão ao evento fornecer seu suor e trabalho de graça. Acho uma piada de muito mal gosto as bandas que simplesmente se “prostituem” no cenário, sem objetivo algum. E prostituição é uma palavra totalmente adequada para ilustrar a situação.

Claro, existem exceções. Para uma banda iniciante é complicado pedir cachê (mesmo as que têm material, porque já dizia o sábio: quem sabe faz ao vivo). Mas, com exceção disso, as outras bandas DEVEM SIM pedir cachê para tocar nos eventos (tá certo que existem bandas tão ruins que realmente deveriam pagar para tocar, hehe).

Quando você abdica de cachê para tocar e se submete a tocar de graça, você não está simplesmente desvalorizando por completo o seu esforço e o da sua banda: você está desvalorizando todo um cenário que precisa e merece ser fortalecido. Porque, se você não se leva a serio o suficiente para pedir cachê, existem bandas que estão a fim de mostrar um trabalho de qualidade, e sua atitude apenas prejudica o processo.

Não quero entrar em detalhes, mas acredito piamente que apenas bandas fracas tecnicamente aceitam tocar nos eventos de graça. Quem é bom, treina e tem apreço pelo que faz, e não aceita fazerem pouco de seu trabalho, conquistado com muita luta.

Sejamos sinceros: bandas têm custos. Muitos. Não é fácil manter uma banda, isso levando em conta apenas os fatores econômicos, sem contar conciliar diversos membros para definição de repertório, ensaios e etc. Então, porque estaria errado uma banda cobrar para tocar? O público realmente acha que o “cachê” vai direto para o bolso do músico? Não vai. No final, na melhor das hipóteses fica tudo no chamado zero a zero.

Todas as outras atrações não vêm de graça, então por que uma banda seria diferente? Cada vez mais os organizadores lucram com os eventos, então por que não ceder uma parcela ínfima desse valor para quem ajudou a fazer o evento? Não é nenhuma blasfêmia, é uma questão de consciência. Bem ou mal, uma banda está lá prestando um serviço, como qualquer outra atração nos eventos e merece a mesma consideração.

Além dos eventos que as bandas pagam para tocar, existem os eventos onde é necessário montar uma caravana para ir. Parece até uma piada.  Acompanhem comigo os fatos: além da banda ter que pagar a própria viagem para o evento, onde a banda está prestando seu trabalho, ainda tem que encher o saco (essa é a palavra mesmo) dos amigos e conhecidos para irem juntos e tornar menos inviável a ida. É até difícil acreditar que exista nos dias de hoje tamanha exploração.

Podem até me dizer: Mas existem eventos de “fã para fã”. Desculpa, mas não acredito nisso. Duvido que mesmo nesses eventos lendários, o organizador não ganha NADA no final do dia.

Então na próxima vez que aparecer uma situação no qual a sua banda toque de graça, saiba dizer não. Não fomente ainda mais essa situação lamentável. São atitudes como essa que fazem o cenário ainda ser visto como amador e ridicularizado em frente a outros cenários: porque a própria banda não se valoriza. Se a própria banda não se valoriza, quem vai valorizar? Os organizadores precisam saber dar a atenção devida às bandas, e não é tocando de graça que isso vai acontecer.

Agora, se o diferencial da sua banda perante as outras é tocar de graça, então, minhas mais profundas lamentações, pois a sua banda é uma total perda de tempo. Faça um favor a todos e procure outra coisa para fazer.

 

Avisos

31 Out

O blog anda meio parado ultimamente devido aos trabalhos de fim de semestre: a Vivian com seu o TCC e eu com a qualificação da dissertação. Estamos correndo para cumprir os prazos pra final de novembro/começo de dezembro. Por isso as postagens serão num fluxo um pouco menor do que o normal nos próximos dois meses.

Mas este não é o único aviso: estamos no Rio de Janeiro para apresentar nossos trabalhos no IV Simpósio Nacional da ABCiber, evento voltado para a cibercultura, comunicação digital. A Vivian, eu e a Neliffer (minha colega do mestrado) iremos compor a mesa temática “Moda, música e identidade na cultura pop japonesa no Brasil”, na terça-feia (02/11), das 9 às 11 horas.

Resumo da mesa temática:

A cultura pop japonesa faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Bens culturais do Japão chegam aos brasileiros de diferentes formas. A proposta desta mesa temática é apresentar algumas das manifestações dessa(s) subcultura(s) urbana(s) hoje presentes em boa parte do mundo ocidental, de forma a levantar algumas reflexões a cerca da circulação desses conteúdos, assim como a suas implicações dentro da sociedade. Portanto, será abordado: a questão da identidade do brasileiro a partir do consumo de estereótipos japoneses presentes em animês e mangás; o processo comunicacional entre moda e games através da personificação e construção identitária do cosplay; a circulação e consumo da j-music no país a partir do engajamento de fãs, tanto para a criação e manutenção de webrádios, como na criação de bandas covers.

O trabalho completo pode ser lido aqui.

Aberturas e encerramentos japoneses

1 Set

As vinhetas de aberturas e de encerramentos das produções audiovisuais japonesas são, na maioria das vezes, muito bem feitas: seja pela qualidade estética, musical ou mesmo pelo inusitado e experimentalismo presentes. Por isso, resolvi trazer aqui alguns exemplos de doramas (telenovelas japonesas) e animês (desenhos animados japoneses) que, por algum motivo ou outro, chamaram-me a atenção.


My Boss, My Hero

Dorama sobre o filho de um chefe da máfia japonesa (yakuza) que, apesar da idade, volta à escola.

A abertura traz elementos de história em quadrinhos, com destaque para as onomatopéias, as quais permanecem japonesas mas seguem um visual das usadas nos comics, quadrinhos norteamericanos. O resultado é bem interessante.


Elfen Lied

Animê sobre Lucy, uma Diclonius, espécie de mutante com poderes que a tornam uma arma ambulante.

"O Beijo", de Gustav Klimt.

A abertura é feita a partir de obras do austríaco Gustav Klimt, conhecido principalmente pelo quadro “O Beijo” (1907). Além disso, a música é cantada em latim. Acho muito legal essas misturas: você tem aqui um animê, produto da cultura de massa, cuja abertura traz uma forte relação com obras de arte, ou seja, cultura erudita.


Honey & Clover

Animê sobre a vida de um grupo de amigos estudantes de Artes e Arquitetura em uma mesma universidade.

A abertura é uma das mais estranhas que já vi! São pratos com “comidas” que vão ficando cada vez mais bizarras. Num momento aparece um assado em forma de mão que começa a se mexer e escreve em vermelho (ketchup/sangue) “help”! Ah, e dá até pra levar um sustinho no final (mas agora que avisei, provavelmente, não vai te dar)! Fora a parte da história se passar com alunos de artes, até hoje não entendi o que abertura tem a ver com a história… Mas vale a pena assistir!


Otomen

Dorama sobre um rapaz que, mesmo se destacando como um cara “másculo”, gosta de coisas ditas do universo feminino (pelúcias, cozinhar, costurar…). Ele se apaixona por uma garota que não se dá bem nas atividades ditas femininas e luta artes marciais.

O encerramento tem como cenário um Japão feudal, apesar da história se passar na atualidade e não ter relação alguma com aquela época. Nele a garota é perseguida e ele tenta salvá-la, mas o legal é que no final ela acaba salvando os dois! Destaquei aqui porque as imagens ficaram muito bonitas.


Strawberry On The Shortcake

Dorama sobre um grupo de estudantes colegiais. As histórias envolvem dramas como a do aluno que mantém um caso com sua professora e o protagonista que se apaixona pela irmã (não-sanguínea, mas por parte de casamento recente do pai).

Apesar de ser dramático, o dorama acaba sendo cômico em alguns momentos devido sua trilha sonora. A abertura e o encerramento possuem música do ABBA, respectivamente, Chiquitita e S.O.S. Aí em alguns momentos começa a tocar as músicas e fica muito engraçado ouvir no meio de uma cena dramática “chiquitita lálálá”! Apesar das letras fecharem muito bem com a história, acho que pro público ocidental essas músicas acabam dando uma outra “experiência de leitura” ao ver o dorama. Mas, acaba sendo divertido.


Por fim, indo pra esse lado de músicas ocidentais usadas em produções japonesas, lembrei-me de duas que gostei bastante e que fecham muito bem com os enredos: Ergo Proxy e Paradise Kiss. Ambos em animês e encerramentos.

No primeiro, é usada uma música do Radiohead (do álbum “OK Computer”, e o enredo de Ergo envolve relação homem-máquina) e, em Parakiss, a “Do you want to” do Franz Ferdinand. Ambas muito legais!

Novidades sobre o “Rumos da Cultura da Música”

4 Ago

Como já havia postado, acontece nesta quinta e sexta-feira, no Rio de Janeiro, oSeminário Internacional Rumos da Cultura da Música: negócios, estéticas, linguagens e audibilidades”.

Para quem gostaria de ir, mas não poderá (até porque as inscrições já encerraram), eis uma boa notícia: o seminário será transmitido online. Quem quiser acompanhar, o link está aqui (lembrando que a programação inicia a partir das 14 horas).

Além disso, será lançado na sexta um livro reunindo textos dos palestrantes do evento.

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Livro “Rumos da Cultura da Música: negócios, estéticas, linguagens e audibilidades”

Organizadora: Simone Pereira de Sá

Autores: Adriana Amaral, Benjamin Piekut, Bruno Nogueira, Felipe Trotta, Jason Stanyek, Jeder Janotti Junior, Jonathan Sterne, José Cláudio S. Castanheira, Kiri Miller, Lucas Waltenberg, Marildo Nercolini, Micael Herschmann, Rafael Sarpa, Santuza Cambraia Naves, Simone Pereira de Sá, Tatiana Bacal, Vinicius Andrade Pereira.

Formato: 14 x 21 cm
Nº de Pag.: 311
Preço: R$ 38,00

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Os Rumos da Cultura da Música

22 Jul

Existe alguém que não goste de música? Conheço pessoas que têm preferência por certos gêneros musicais, cantores ou bandas, mas nunca conheci alguém que dissesse não ouvir música ou odiá-la. Ela faz parte da nossa vida e está presente de várias formas servindo, inclusive, como marca de identidade (individual ou nacional). Com o avanço tecnológico dos últimos anos, os contextos que envolvem a música vêm se alterando e reconfigurando o escutar/fazer/veicular a música. Que mudanças são essas? O que acarretam? Qual o cenário atual e, talvez, futuro da música?

Se você fica intrigado com essas questões (e outras mais complexas) vai gostar de saber que nos dias 5 e 6 de agosto acontece o “Seminário Internacional Rumos da Cultura da Música: negócios, estéticas, linguagens e audibilidades, no Rio de Janeiro, organizado pela prof. Drª Simone Pereira de Sá. Conforme o blog do seminário: “Durante a década de 90, a indústria da música viveu – de maneira pioneira – o impacto da internet, do desenvolvimento de softwares para a troca de arquivos musicais e novos dispositivos oriundos deste ambiente midiático. Estas reconfigurações tiveram impacto profundo não só nas etapas de produção, circulação e consumo da música dentro da indústria do entretenimento, como também suscitaram reflexões sobre novas práticas, linguagens, experiências estéticas e audibilidades – tais como as paisagens sonoras mediadas tecnologicamente e sua tematização pela arte, a escuta através de celulares, as trilhas sonoras para games, dentre outros exemplos expressivos. O seminário tem por objetivo reunir pesquisadores internacionais e nacionais, artistas e novos mediadores das cenas musicais do Brasil em encontro para discutir este conjunto de questões a partir de uma perspectiva multidisciplinar”.

Programação

Primeiro dia (05/08)

14:00 – 15:00

Palestra de abertura: Jonathan Sterne: “O regime de escuta moderna”

15:30 – 17:00

Mesa 1: Paisagens Sonoras e Mediação Tecnológica

Participantes: Jason Stanyek; Franz Manata & Saulo Laudares
Mediação: Simone Pereira de Sá

17:15 – 19:00

Mesa 2: Os Novos Mediadores das Cenas Musicais – Blogs, Twitter, Revistas Eletrônicas.

Participantes: Jeder Janotti (UFBA); Bruno Natal (blog Urbe)
Mediação: Marildo Nercolini (UFF)

Segundo dia (06/08)

14:00 – 15:30

Mesa 3: Performances musicais em games e plataformas musicais

Participantes: Kiri Miller (Brown University); Adriana Amaral (UTP)
Mediação: Tatiana Bacal (PUC-Rio)

16:00 – 18:00

Mesa 4: Novos negócios (análise da crise da indústria, novos atores, produção independente, cases de circulação da música na rede)

Palestrantes: Micael Herschman (UFRJ), Felipe Trotta (UFPe); Pablo Capilé (produtor do coletivo Fora do Eixo) – Vinicius Pereira (UERJ/ESPM)

18:00 – Coquetel de Lançamento do Livro do Evento

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Seminário Internacional Rumos da Cultura da Música: negócios, estéticas, linguagens e audibilidades

Data: 5 e 6 de agosto de 2010

Local: Auditório da Cinemateca do MAM (Museu de Arte Moderna), Praia do Flamengo, s/n, Rio de Janeiro/RJ

Mais informações e inscrições (gratuitas, mas limitadas) em: http://rumosdaculturadamusica.blogspot.com

Acompanhe o que está acontecendo via twitter: @rumoscm (ou pela hashtag #rumoscm)

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A cura através da música

27 Jun

Este post inaugura, oficialmente, minha colaboração ao blog da Gio. A reportagem a seguir foi feita para a disciplina de Jornalismo Científico, do curso de Jornalismo da Univali (Universidade do Vale do Itajaí). A matéria será publicada na próxima edição do jornal da faculdade, o Cobaia.

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A cura através da música

A musicoterapia reúne música e ciência para solucionar diversas patologias e pode até causar ‘milagres’ em pacientes

Por Vivian Santana e Jamile Tonini

O que você sente quando ouve um acorde de uma guitarra ou o batuque de um pandeiro? A música traz sensações diferentes para cada pessoa. Cada tom, cada melodia, cada ritmo mexe com as nossas emoções, às vezes, de forma positiva e em outras, nem tanto. Entretanto, será que a música além de causar sentimentos, produz reações químicas e fisiológicas em nosso corpo a ponto de se tornar tratamento para diversas doenças?

A musicoterapia diz que sim. Apesar de esse método ter surgido após a segunda guerra mundial para tratamento de traumas de soldados americanos, no Brasil é muito recente, menos de duas décadas.

Mas, o que é musicoterapia?  Se logo que você ouviu esse nome, concluiu ser uma terapia de relaxamento que utiliza música, se enganou. São métodos criados em base na experimentação científica, sobre os efeitos físicos e químicos provocados no cérebro, a fim de permitir comunicação através dos sons.

Estudos como o do pesquisador Wolfgang Stefani, autor do livro “Psycho-Psysiological Effects of Music” (sem tradução no Brasil), relatam que essas ações psico-fisiológicas são medidas basicamente por quatro fatores: volume, altura, harmonia e ritmo. Os dois últimos são considerados os mais complexos e difíceis de se constatar a sua ação direta no cérebro, porém, eles conseguem produzir com mais eficácia mudanças de comportamento e reações do paciente que recebeu o estímulo.

A professora do curso de música da Univali e musicoterapeuta Liza Amorim, 49 anos, confirma a teoria de Stefani ao relatar alguns métodos utilizados durante as sessões. Segundo a professora, a percussão é um dos instrumentos mais indicados para várias patologias, principalmente para pacientes com dificuldade de se comunicar, como pessoas que possuem distúrbios psiquiátricos, autismo e até mesmo deficiência auditiva. “A vibração que a resposta da percussão devolve para a mão do paciente com essa deficiência traduz um tipo de comunicação gerada pelo som, o que ele não pode ter de nenhuma outra forma”, explica.

As sessões de musicoterapia, em sua maioria, não utilizam fala, a intenção é conseguir se comunicar com o paciente pela música e assim ajudá-lo a melhorar sua comunicação com o mundo externo ou como método para que ele adquira ou acelere novas percepções com o corpo. A música tem um efeito cerebral, celular, e sanguíneo, em todos os sentidos.  “As pessoas não entendem e não admitem que a música pode causar efeitos milagrosos em pacientes”, e no Brasil devido às outras áreas médicas, “a musicoterapia ainda tem pouca receptividade”, acrescenta Liza.

Desse modo a música, com o auxilio das experimentações científicas, ganhou essa nova função – ajudar no tratamento de doenças. Mas, será que ouvir música em casa ou fazer uma aula de algum instrumento é musicoterapia?

É preciso ter cautela, pois apesar de ser um tratamento que não utiliza remédios, essa terapia só pode ser clinicada por um profissional adequado com formação ou especialização na área. Em nenhum dos casos apresentados acima há a presença de um fator principal dentro desse tipo de tratamento: trabalhar as reações e respostas do corpo. Ou seja, sujeitar o paciente a sons que produzam efeitos no cérebro condizentes com a patologia em questão. Diferente de uma aula, a musicoterapia não precisa ensinar nada, é uma terapia livre.“Existe toda uma pesquisa. Primeiro é necessário saber o histórico familiar, musical, e toda vivência da pessoa em relação a isso para pesquisar que tipo de música pode ter efeito sonoro”, esclarece a musicoterapeuta Liza Amaral.

Apesar de ser uma terapia clínica, é pouco conhecida pelos profissionais de psicologia. Para a maioria deles, a música é utilizada como um auxiliar para outras metodologias terapicas, como no relaxamento. No entanto, os estudos de psicologia comprovam que a música produz reações no cérebro que desenvolverá respostas do corpo humano.

“Dentro da literatura de psicologia existem os estudos de sensações e percepção auditiva. Essas relatam várias ações que a música produz no cérebro, sendo estímulos ou inquietações. Porém, o mais próximo que se chega a utilizar a música nas sessões é como apoio de fundo a fim de o paciente relaxar”, explica a professora de psicologia da Univali, Geovana Delvan Stuhler.

Estudos produzidos na área de musicoterapia comprovam sua relevância além de artigos científicos e os próprios pacientes. Liza trabalhou mais de dez anos em Florianópolis com a aplicação clínica de musicoterapia, e conta que de todos os seus pacientes, quem mais chamava a atenção era uma criança. Por causa da Síndrome de Down, a menina não tinha a fala desenvolvida, se comunicava apenas por ruídos. Após alguns meses de sessões, ela conseguiu se comunicar por telefone. “A primeira vez que ela me ligou, ouvi alguns resmungos e suspiros, no entanto, decidi não desligar, durante o tempo da ligação ela conseguiu produzir sons que mesmo disformes produziam sentido, o que foi melhorando nos próximos telefonemas”.

Para quem é indicada a musicoterapia? Em casos de níveis elevados de stress, ansiedade, timidez excessiva, distúrbios de aprendizagem e comportamento, Alzheimer, epilepsia, Síndrome de Down, autismo, problemas psiquiátricos ou sequelas provenientes de ataque cardíaco e enfarte. É uma área terapêutica que pode servir para qualquer patologia. “Não tem público específico, podemos atender desde a gestação até a morte”, afirma a musicoterapeuta Bruna Pierami.

A musicoterapeuta, Bruna Pierami, destaca que no Brasil esse tipo de terapia é mais praticada em reabilitações e síndromes.

Com 22 anos e recém formada no curso de musicoterapia da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo) Bruna foi chamada pela escola de música Musiclin, em Balneário Camboriú, para implantação dessa terapia. A musicoterapeuta destaca que o forte no país é o uso do tratamento em reabilitações e síndromes, além de ser utilizado para o alívio de dores. Nesse caso, a música passaria no mesmo canal da dor, e tiraria o foco dela.

Há duas grandes áreas na musicoterapia: a ativa e a receptiva. A primeira é mais utilizada, pois não é necessário saber tocar algum instrumento. Bruna lembra com carinho de uma paciente com Mal de Parkinson, que andava, mas quando sentava por muito tempo não conseguia se levantar e caminhar. “Com essa senhora trabalhamos o ritmo. Contávamos 1, 2, 3 e ela ia sentindo o movimento”. Quando a paciente se levantava elas cantavam e a senhora conseguia andar normalmente. Bruna também usou músicas de momentos felizes da vida da paciente para elevação de humor, debilitado devido à doença, e o resultado foi “gritante”, comenta feliz.

No Hospital São Paulo, na capital paulista, Bruna teve a oportunidade de trabalhar com pacientes psiquiátricos e montar uma banda. Como alguns pacientes possuíam conhecimento e apreciavam tanto a música, através dela foi possível se aproximar deles. “Fazíamos composições e eles queriam se apresentar, mas não serem reconhecidos como uma banda de pacientes e sim por serem uma banda boa” revela.

A musicoterapia, ainda busca seu lugar ao sol no mercado clínico de Santa Catarina. Na região do Vale do Itajaí, existem aproximadamente cinco clínicas que disponibilizam esse tipo de terapia, porém ainda em busca de adeptos e pacientes.

No inicio de 2010, a musicoterapia foi reconhecida como profissão pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e também é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma terapia. Para ser profissional da área é preciso ser graduado em musicoterapia ou bacharel em música com pós-graduação em musicoterapia. Ainda são poucos estados do país que oferecem o curso.

Do grito à orquestração: a evolução da música

Através do canto e da dança surgiu a música, então os homens apreenderam a usar chifres de animais e conchas para fazerem sons e ainda com a pele dos animais criaram instrumentos primitivos. Esse foi o passo fundamental para a evolução da música. A harpa, um dos instrumentos mais antigos, apareceu no Egito 2700 a.C., com dois metros de altura e seis a oito cordas. Trompetes de bronze também foram usados por povos da antiguidade, em cerimônias religiosas e por militares para aterrorizar adversários.

Os povos antigos criaram os instrumentos de corda, sopro e percussão. Para alguns a música considerada religiosa, tinha poderes mágicos, como curar doenças. Os gregos consideravam Apolo o deus da música e curador. Ainda hoje, povos, como algumas tribos indígenas, acreditam no poder de cura através de sons.

No século XIX, com a crescente importância dos grupos instrumentistas, a orquestração evoluiu. Assim apareceu o maestro, mestre da orquestra. A partir daí, com o progresso da ciência e da técnica os instrumentos se aperfeiçoaram e a música se expandiu cada vez mais.

Fonte: Livro “Uma Orquestra e seus Instrumentos” de José Féron.

No Brasil, apenas em 2008 o governo federal sancionou a Lei 11.769 para tornar a música matéria obrigatória do currículo das escolas brasileiras.  Até 2011, todas as escolas do país terão que aderir a essa Lei, desde a educação infantil até ao ensino médio.

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Para mais informações sobre esse tema

Sites:

http://www.musicoterapia.mus.br/

http://www.musicoterapiabrasil.org/Novo/portal/

http://www.amtrj.com.br/

Revista científica:

Revista Brasileira de Musicoterapia – revista científica oficial da União Brasileira das Associações de Musicoterapia – UBAM.

Livros:

“Musicoterapia desafios entre a modernidade” de Marly Chagas e Rosa Pedro, editora Mauad X.

“Musicoterapia e a reabilitação do paciente neurológico” de Marilena do Nascimento, editora Memnon.

“A música no seu cérebro” de Daniel J. Levitin, editora Civilização Brasileira.

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Eventos:

XII Fórum Paranaense de Musicoterapia – 04 a 06 de julho, em Curitiba.

III Congresso Internacional de Música, Neurociência, Arte e Terapia – 20 a 22 de agosto, em São Paulo.

X Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia (ENPEMT) – 30 e 31 de outubro, em Salvador.

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