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Mochilão Record 2016 – PoA

9 Jun

No último domingo, 5 de junho, aconteceu na livraria Cultura do shopping Bourbon Country, em Porto Alegre, o Mochilão Record. O evento que acontece em várias capitais do Brasil tem esse nome, pois os organizadores pedem para levar mochila porque os participantes ganham muitos livros de brinde, além dos sorteios e descontos acontecendo na livraria com os títulos da editora. Eu só ganhei o que está na foto abaixo, mas muitos saíram de lá com mais livros e duas sortudas ganharam “cheque-livros” no valor de 250 reais cada.

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O digital e a tecnologia no 2º dia de Jornada Nacional de Literatura

25 Ago

 De fato, foi nesta terça-feira que iniciou a Jornada, já que começaram as mesas de debates, conferências e demais discussões a cerca da Literatura envolvendo as questões do tema deste ano (linguagem, redes e mídia). Neste dia, teve destaque o papel das tecnologias, principalmente do computador e da internet.

A seguir, confira um resumo das principais falas do dia.

Debate: “Literatura e arte na era dos bits”

Peter Hunt

Abordou como a Literatura vem sofrendo mudanças, principalmente em sua forma e alertou para a necessidade de mudar o jeito como compreendemos uma história, pois cada vez mais ela deixa de ser linear para ser contada em pedaços, em diferentes plataformas. Exemplificou com o livro Crepúsculo o qual, na edição em língua inglesa, apresenta ao final propagandas do DVD, o álbum da trilha sonora do filme, sites… Enfim, me lembrei muito em sua fala da questão da transmídia, que conheço pelo Henry Jenkins, mas em nenhum momento ele usou este ou outro termo mais específico.

 Mauricio de Sousa

Contou como planejou desde o começo de sua carreira atuar em diferentes setores (impresso, audiovisual e até parques temáticos). Para isto, estudou como funcionava o mercado norte-americano de HQs antes de iniciar tal empreitada. E ainda salientou que demorou, mas está conseguindo, estando na metade do caminho ainda! Hoje seu estúdio possui uma demanda mundial e conta com cerca de 200 artistas. O que mais chama a atenção dos editores estrangeiros é a “filosofia de seus personagens” (não consumistas, voltados para a família, camaradagem e ética).

Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é a Mônica que mais vende no exterior e sim, Ronaldinho Gaúcho. Inclusive, Mauricio comentou que o personagem possui expressões típicas do Rio Grande do Sul, como o “Bah”, que não são traduzidas (por não haver similares) e estão espalhando pelo mundo (32 línguas para ser exata) esses gauchismos. Enquanto isso, no Brasil, a Turma da Mônica Jovem teve tiragem de 500 mil exemplares na edição em que Mônica e Cebolinha começam a namorar.

O quadrinista também comentou que por 20 anos seu desejo era fazer livros, mas que somente com a editora atual, a Panini, isto foi possível. Nos últimos 3 anos acumulou 174 publicações e mais estão pra vir. Revelou em primeira mão na Jornada uma parceria com Ziraldo. No twitter, Sidney Gusman explicou melhor: “a Melhoramentos lançará na Bienal um livro escrito pelo Ziraldo e desenhado por ele. E em 2012, trocam-se os papéis: Ziraldo ilustra um livro escrito por @mauriciodesousa. Baita projeto, hein?”. Além disso, cogita a possibilidade de fazer uma versão da Turma adulta, porém com histórias acontecendo de forma cronológica, isto é, envelhecendo com os leitores.

 Giselle Beiguelman

Trouxe para a discussão o QR code, no que ela descreve como algo para o leitor em trânsito e destaca como hoje somos desafiados a ler enquanto fazemos outras coisas e a presença de uma geração acostumada a distribuir a sua atenção.

Apresentou esse vídeo sobre o possível futuro (em 2014) da evolução das telas em nosso cotidiano:

 

Marcia Tiburi

Sem ser demasiadamente pessimista em relação às tecnologias, tampouco otimista, advertiu para cautela e convidou à adesão de uma “ética do passo atrás”, numa valorização da imaginação e sonhos.

Pensar sobre a existência é algo que a atrai, portanto, pensar o que é a vida digital, lhe rendeu algumas respostas: A vida vira informação e esquece a formação. Vira bits e se se esquece dos átomos. Vive-se da simulação, não mais da verossimilhança. É um mundo em que vamos perdendo a conexão com o próprio corpo. E tudo parece se resolver nas pontas dos dedos.

Sobre arte, citou como o conceito é antigo e difícil de aplicar, sendo por vezes usado num sentido estético ou/e político. Para ela, prefere falar sobre o “mundo das coisas” ao invés de “artes”, sendo algo que desperta nossa percepção (contrário à distração).

Ao fim do debate, o Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar conduziu os participantes da lona principal até a praça de alimentação e apresentou o "Cortejo espetáculo: banda circense".

Conferência com Pierre Lévy

 Com o tema “Horizontes do conhecimento na era digital”, Lévy apresentou seu projeto metalinguístico, denominado pelo próprio como utópico.

Na mídia digital ainda usamos sistemas de escrita das mídias estáticas, portanto, para Lévy novas formas de escrita devem surgir desse meio. Assim, propõe a IEML (Information Economy Metalanguage) planejada “para explorar todos os recursos de memória e de cálculo do meio digital para o benefício da pesquisa em ciências humanas. […] a IEML pode servir como uma metalinguagem para a categorização dos dados, a hipertextualização automática dos dados categorizados, o arranjo de informações em circuitos semânticos e o cálculo automático de vias e distâncias entre os itens de informação […] Ler em IEML significa realizar análises comparativas automatizadas de estruturas semânticas e extrair informação sobre os fluxos canalizados por essas estruturas” (citação retirada do jornal O Mundo da Leitura, entregue junto ao material da Jornada, originária do livro “The Semantic Sphere: computation, cognition and information economy”, 2011).

II Encontro entre Jornalismo e Literatura

17 Out

Inicia nesta quarta-feira (22/10) o II Encontro entre Jornalismo e Literatura realizado pelo curso de Jornalismo das Faculdades Integradas do Brasil, em Curitiba/PR.

Com o tema “A narrativa literária no texto televisivo“, conforme o release, “a segunda edição segue a reflexão sobre as permeabilidades entre o jornalismo e a literatura, dessa vez enfatizando os recursos literários dentro do texto televisivo, típico da oralidade. […] Além das palestras, há a Feira do Livro Reportagem, em que são convidados estudantes, professores e profissionais que produziram uma obra neste gênero para discutir o seu trabalho”.

As inscrições custam 15 reais e podem ser feitas aqui.

Curso sobre a História da Literatura de Ficção Científica

25 Ago

Para quem gosta de Literatura e Ficção Científica e quer saber mais sobre o assunto, aí está uma grande oportunidade, pois quem ministrará as aulas é Fábio Fernandes, especialista no assunto por atuar tanto como tradutor e pesquisador nessa área, tendo recentemente realizado a curadoria do Invisibilidades III.

Mas, atenção as vagas são limitadas e estão acabando! A seguir as informações sobre o curso, retiradas do site Espaço Terra:

O que é Ficção Científica? O que há nessa expressão que provoca tanto interesse e fascínio em uns, e ao mesmo tempo mexe com o imaginário popular por meio de toda uma simbologia muito específica veiculada principalmente pelo cinema, como robôs, espaçonaves e alienígenas? O que nem todo mundo sabe é que a Ficção Científica começou como um gênero literário e sua manifestação como tal foi e continua sendo uma verdadeira revolução que move a cultura, mais até que o cinema. As três leis da robótica, o ciberespaço, o Second Life, tudo isso existe no mundo real hoje, mas foi criado pelas mentes de escritores de ficção científica. O curso apresentará um panorama da literatura do gênero desde sua criação “explícita” por Hugo Gernsback em 1926, com um passeio pelos antecessores diretos (Jules Verne, Edgar Allan Poe e H.G.Wells) até os dias de hoje, com autores pós-modernos que advogam uma repaginação da Ficção Científica como um gênero híbrido, como Jeff VanderMeer e China Miéville, que trabalham com vertentes como o Steampunk e o New Weird.

O objetivo do curso é mostrar aos alunos, por meio dos clássicos antigos e modernos da literatura do gênero, as mudanças pelas quais o conceito de ficção científica passou ao longo do tempo e sua influência na cultura, não só no cinema nas adaptações, mas também no cotidiano, graças ao advento da cibercultura, dos games e dos dispositivos móveis.

Fábio Fernandes é Jornalista, tradutor. Escritor, roteirista e dramaturgo. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Traduziu obras como  Neuromancer,  Fundação e Laranja mecânica. É autor do romance Dias de peste (2009).

***

Público-alvo: Estudantes, escritores diletantes, professores e pessoas interessadas.

Certificado: Será conferido pela Universidade Cruzeiro do Sul e o Espaço Terracota.

Início: 11 de setembro de 2010

Duração: 18 horas

Horários: Sábados, das 9h às 12h.

Nº de alunos por turma: 25 vagas .

Local do Curso: Espaço Cultural Terracota – Av. Lins de Vasconcelos, 1886 – Aclimação – São Paulo

Investimento: 120 reais (pode ser pago em 2 vezes)

Baixe o plano de aula completo clicando aqui

Dúvidas, informações: 11-2645-0549

Matriculas pelo email: contato@terracotaeditora.com.br

Graphic novels em debate

24 Ago

O Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília promove a 1ª Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos. Conforme apresenta o blog do Grupo, a proposta é “se debruçar sobre algumas dessas obras de grande repercussão, utilizando-se de elementos da crítica literária contemporânea para analisá-las e promover um debate que permita uma melhor compreensão de seu alcance no campo literário”.

A Jornada acontece no dia 2 de setembro, das 9 às 18 horas, no Auditório Agostinho da Silva – Departamento de Teoria Literária e Literaturas, na UnB. Inscrições podem ser feitas até o dia 31 de agosto pelos email: jornadaromancesgraficos@gmail.com.


Programação (02/09/10)


9h às 12h

O passado no futuro: opressão de gênero e resistência em Persépolis, de Marjani Satrapi e Aya de Yopoung, de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie – Vania M. F. Vasconcelos

Para além do diagnóstico: traçados de subversão em Epiléptico, de David B. – Ludimila Moreira Menezes

O discurso autobiográfico nos romances gráficos Retalhos, de Craig Thompson, e Epiléptico, de David B. – Maria Clara Dunck Santos

A poética do detalhe: retratos da resistência em Maus e PersépolisLarissa Silva Nascimento

Valsa com Bashir: experiência, memória e guerra – Pablo Gonçalo Pires de Campos Martins


14h às 15h45

O silêncio dos imigrantes: de Rawet a Shaun Tan – Gabriel Antunes

A construção de um país em Crônicas Birmanesas, de Guy Delisle –Humberto Brauler Rodrigues Pereira

Identidade e migração: uma leitura de O chinês americano, de Gene Yang – Stella Montalvão


16h às 18h

O que realmente importa? Memória e subjetivação da arte em Le combat ordinaireLaeticia Jensen Eble

A identidade em quadrinhos: a construção de si em Persépolis, de Marjane Satrapi, e Fun Home, de Alison Bechdel – Ligia Diniz

Memórias fraturadas: passado, identidade e imaginação em Borges e Mutarelli – Pedro Galas Araújo

A Ficção Científica na Literatura e nas Artes brasileiras

7 Ago

Nos dias 21 e 22 de agosto acontece em São Paulo o Invisibilidades III, evento promovido pelo Itaú Cultural voltado para a divulgação da Ficção Científica no país.

“Desta vez o tema é um saudável mix de literatura e artes visuais, com escritores, quadrinhistas, artistas plásticos e VJs dividindo o palco para falar de suas experiências, mostrar seus trabalhos e até mesmo apresentar performances”, escreveu em seu blog, Fábio Fernandes, curador e um dos mediadores das mesas temáticas.

Abaixo você confere a programação. Para mais informações acesse aqui.

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Programação

21 de agosto (sábado)

15h30 mesa 1 Fora do Eixo – a Produção de Ficção e Crítica Literária no Brasil que Você não Conhece
com Alice Feldens, Arnaldo Mont’Alvão Quelciane Marucci
mediação Edgar Nolasco
Os participantes irão discutir a produção de obras de ficção científica fora do eixo Rio-São Paulo, com ênfase para o projeto e-ficciones. Criado pelos professores Edgar Nolasco e Armando Mont’Alvão, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, o e-ficciones visa fomentar a produção literária e crítica de ficção científica.

17h30 mesa 2 Quadrinhos Brasileiros: a Experiência no Exterior
com Daniel PellizzariRafael Grampá
mediação Octavio Aragão
Dois jovens e respeitados artistas brasileiros compartilham suas experiências na área dos quadrinhos. O objetivo é debater as possibilidades de criação de HQs dentro do gênero da ficção científica, no Brasil e no exterior.

19h30 Encerramento do dia: palestra e apresentação com Walmor Corrêa.

22 de agosto (domingo)

17h mesa 1 Ficção Científica e Estudos Culturais: Uma História Sem Fim
com Adriana AmaralCristiane Busato Smith
mediação Fábio Fernandes
Uma mesa para discutir Estudos Culturais no universo da ficção científica,lançando ao gênero um olhar mais acadêmico, convidando pesquisadores e jornalistas para um panorama abrangente dos desdobramentos dessa cultura, do fenômeno relativamente recente da subcultura da fanfiction até a obra do escritor britânico underground J. G. Ballard.

18h30 mesa 2 New Weird Fiction – Um Novo Estranhamento Literário
com Alexandre Mandarino, Nelson de OliveiraRichard Diegues
mediação Jacques Barcia
Os componentes da mesa opinarão sobre o presente e o futuro deste subgênero da literatura fantástica. Surgido na década de 1990, somente nos últimos dois anos o New Weird Fiction começou a ganhar atenção no Brasil, através de ações táticas de jovens autores, pequenos editores e também escritores premiados, como Nelson de Oliveira.

20h Encerramento do dia: performance com os VJs Wandeclayt M.Lady A – exibição de remixes de clássicos da ficção científica ao som de música eletrônica.
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Este é mais um daqueles eventos que quem puder, não deve perder! A programação está muito boa!

É uma pena que não tenho como ir. T_T Bem que podia rolar um streaming…

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