Tag Archives: História em quadrinhos

Homenagem do Google a Little Nemo in Slumberland

15 Out

O doodle de hoje homenageia os 107 anos de criação de “Little Nemo in Slumberland“, história em quadrinhos de Winsor McCay. Trata-se de um dos principais quadrinistas do início da arte sequencial no Ocidente.

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Nietzsche em mangá e HQ

6 Maio

Só agora fiquei sabendo: no dia 2 de maio começou a ser lançada no Japão a série “Tonari no Zarathustra” (Meu vizinho Zaratustra), de Hideki Owada, na revista Business Jump #11.

Conforme o Manga-News, o mangá “mistura filosofia e humor. O mangaká vai nos dar suas próprias interpretações dos pensamentos de Nietzsche”.

Tá aí uma coisa que eu queria muito ler, mas dificilmente um scanlation vai traduzi-lo, muito menos uma editora brasileira publicá-lo.

Aliás, já me deparei com a figura de Nietzsche em algum mangá, mas não lembro qual… Fazendo uma rápida busca, encontrei esse post sobre a série “Warau Kanako-sama” (que não conhecia) e uma das páginas do mangá o cita.

Encontrei também sua obra mais famosa adaptada em um mangá, do Japão mesmo, mas traduzido para o espanhol: “Así habló Zaratustra”. A obra foi lançada em abril deste ano pela editora Herder. Você pode ler aqui uma resenha da obra e visualizar aqui as primeiras páginas.

No Brasil, temos a adaptação “Assim falava Zaratustra – dos céus aos quadrinhos”, de Thaís dos Anjos, lançada em 2010 pela editora Devir.

Prévia de uma das páginas.

Além disso, também há uma obra que não chega a ser HQ, mas que traz muitas ilustrações com balões de fala:Apresentando Nietzsche, texto de Laurence Gane e arte de Piero, publicado em 2006.

Pra quem não conhece nada do filósofo pode ser um bom começo porque é bem didático, tem texto simples, e como o nome diz é uma apresentação.

Ah, e é claro, que eu não podia finalizar este post sem colocar a imagem abaixo!! 

Se você conhece mais alguma versão, cite-a nos comentários!

CQC ganha versão em quadrinhos na Turma da Mônica

28 Nov

No começo de 2011 será lançada uma revista da Turma da Mônica com histórias envolvendo o programa CQC.

Hoje foi disponibilizado no Twitpic do Maurício de Souza uma prévia de 8 páginas do crossover da turminha e o pessoal do “CQLê’  (‘Marcelo Taça’, ‘Marco Muque’, ‘Girafinha Bastos’  e os outros integrantes do programa).

A ideia do crossover partiu da Marina Sousa, filha do Maurício, que vem ajudando o pai na “área de avaliação de roteiros”, como tuitou o próprio.

O que me chamou a atenção é de que a história se passa com os personagens crianças e não com a Turma da Mônica Jovem, cujas idades já estariam mais aproximada da faixa etária do programa (tanto os personagens como os leitores de TMJ como telespectadores)… Enfim, as páginas estão abaixo para quem quiser ler.


Personagens de Maurício e Tezuka em crossover no Brasil

26 Set

No começo do ano já circulava a notícia sobre Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, fazer um crossover entre seus personagens e os de Osamu Tezuka (considerado o Deus do Mangá). Havia até uma data de lançamento, junho deste ano, mas nada aconteceu.

Nessa semana o quadrinista brasileiro postou em seu Twitter algumas fotos da negociação com a Tezuka Productions, ocorrida recentemente em Tóquio. Ou seja, está mais perto de chegar às nossas bancas as histórias da Turma da Mônica com os personagens de Astro Boy, Kimba – o leão branco e A Princesa e o Cavaleiro.

"Encontro com o presidente da TEZUKA PRODUCTIONS, sr. takayuki matsutani, na sede da empresa".

"O presidente da TEZUKA PRODUCTIONS vê pranchas de projeto que prevê interação de seus personagens com TMJ".

(Fotos e legendas retiradas de aqui. No mesmo link há outras fotos da viagem de Maurício pela Ásia.)


Além do lançamento brasileiro, conforme o site ipcdigital.com, “outro projeto da Maurício de Sousa Produções é o lançamento da Turma da Mônica Jovem em japonês e a volta do dinossauro Horácio ao Japão através do jornal Ichigo, publicado pela Sanrio, empresa criadora da Hello Kitty entre outros personagens”. (Lembro-me de ler em entrevista Maurício contando que a Mônica nunca conseguiu fazer sucesso no Japão, e julgava ser por causa da personagem, feminina, sempre bater nos meninos, ou seja, nunca ficar numa posição inferior ao masculino, o que não é exatamente um comportamento muito aceito por lá. Talvez, com a turminha adolescente, o público japonês reaja diferente).

A ideia do crossover não é recente. Teria surgido ainda na década de 80, quando os dois quadrinistas se encontraram (leia mais sobre o encontro de ambos, pelo próprio Maurício, aqui e aqui). Porém com o falecimento de Tezuka, a parceria só foi retomada agora.

Personagens de Tezuka e Maurício

Obs.: Alguém duvida que o lançamento do crossover será recorde de venda no país? Se a Turma da Mônica Jovem já vende muito e tem uma alta tiragem, imagine com os personagens de Tezuka!

Graphic novels em debate

24 Ago

O Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília promove a 1ª Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos. Conforme apresenta o blog do Grupo, a proposta é “se debruçar sobre algumas dessas obras de grande repercussão, utilizando-se de elementos da crítica literária contemporânea para analisá-las e promover um debate que permita uma melhor compreensão de seu alcance no campo literário”.

A Jornada acontece no dia 2 de setembro, das 9 às 18 horas, no Auditório Agostinho da Silva – Departamento de Teoria Literária e Literaturas, na UnB. Inscrições podem ser feitas até o dia 31 de agosto pelos email: jornadaromancesgraficos@gmail.com.


Programação (02/09/10)


9h às 12h

O passado no futuro: opressão de gênero e resistência em Persépolis, de Marjani Satrapi e Aya de Yopoung, de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie – Vania M. F. Vasconcelos

Para além do diagnóstico: traçados de subversão em Epiléptico, de David B. – Ludimila Moreira Menezes

O discurso autobiográfico nos romances gráficos Retalhos, de Craig Thompson, e Epiléptico, de David B. – Maria Clara Dunck Santos

A poética do detalhe: retratos da resistência em Maus e PersépolisLarissa Silva Nascimento

Valsa com Bashir: experiência, memória e guerra – Pablo Gonçalo Pires de Campos Martins


14h às 15h45

O silêncio dos imigrantes: de Rawet a Shaun Tan – Gabriel Antunes

A construção de um país em Crônicas Birmanesas, de Guy Delisle –Humberto Brauler Rodrigues Pereira

Identidade e migração: uma leitura de O chinês americano, de Gene Yang – Stella Montalvão


16h às 18h

O que realmente importa? Memória e subjetivação da arte em Le combat ordinaireLaeticia Jensen Eble

A identidade em quadrinhos: a construção de si em Persépolis, de Marjane Satrapi, e Fun Home, de Alison Bechdel – Ligia Diniz

Memórias fraturadas: passado, identidade e imaginação em Borges e Mutarelli – Pedro Galas Araújo

Vamos ler quadrinhos, Brasil!

21 Ago

O quadrinista Alexandre Nagado iniciou ontem (20/08) uma campanha para formar novos leitores de histórias em quadrinhos no Brasil. O motivo é a sua constatação de que as HQs cada vez mais se distanciam da comunicação de massa concentrando-se em nichos fechados e específicos, deixando uma boa parte das pessoas sem ao menos saber direito sobre essa mídia e, portanto, sem consumi-la.

A campanha é simples. Nagado pede aos leitores de seu blog para espalharem uma tira em quadrinhos que explica rapidamente sobre HQs (do conteúdo não ser só infantil, de ser encontrável em livrarias e bancas), enfim, esclarecendo e convidando o “não-iniciado”, como o autor chama, a conhecer e ler quadrinhos.

O texto escrito por Nagado explicando a campanha pode ser acessado aqui.

Para baixar a tira, clique aqui.

Tira incentiva a leitura de HQs para desconhecedores de quadrinhos.

Gostou da ideia? Então faça suas redes sociais terem alguma utilidade maior do que pessoal(!): deixe scraps, escreva no mural, ‘tuite’ e dê RT, faça postagens, enfim… Passe adiante essa mensagem! 😉

Frank Miller dirige filme publicitário para perfume

20 Ago

Acredito que a maioria concorda em dizer que atualmente as histórias em quadrinhos estão na moda. E muito provavelmente isso se deva às adaptações de HQs para o cinema (feitas principalmente de 2000 pra cá, sendo muitas de Stan Lee – Homem aranha, X-men, Hulk ; Sin City e 300 de Miller; e até de mangá/animês: Dragon Ball e Speed Racer).

Entretanto, Frank Miller foi além: não só teve sua obra adaptada, como tornou-se diretor de cinema. Agora sim, mais do que nunca, podemos fazer uma ligação muito maior entre quadrinhos e moda, pois a nova peça publicitária do perfume feminino da Gucci leva a sua assinatura. Trata-se de Gucci Guilty.

Uma prévia do comercial (ou trailer do filme) já pode ser vista na internet, cuja exibição completa será feita online no dia 24/08 (terça-feira) e, no dia seguinte na TV. Além disso, em setembro, será transmitida uma versão do diretor durante o Video Music Award (VMA) da MTV.

Para acessar a página oficial do Gucci Guilty é só clicar aqui.

Não sei se to forçando a barra, mas vocês não acham que o carro dirigido pela mulher, interpretada por Evan Rachel Wood, é parecido com o do Speed Racer???!!

“Foi muito legal! Conseguimos!”

15 Ago

A frase a cima foi dita pelo organizador do HQCon, Diego Moreau, ao final do evento que aconteceu neste sábado, dia 14. A princípio, mais de 700 pessoas (a contagem oficial ainda está sendo feita, e provavelmente será bem maior esse número) estiveram em Florianópolis/SC para curtir um dia inteiro de palestras e demais atividades envolvendo quadrinhos.

Mais do que lazer, entretenimento e consumo, o HQCon trouxe o debate. Profissionais e pesquisadores de quadrinhos expuseram ao público suas ideias, experiências, expectativas para o futuro, deram dicas e muito mais. Eram roteiristas, desenhistas, tradutores, jornalistas, publicitários, animadores formando mesas temáticas que deram conta de mostrar um pouco de quem trabalha para o exterior e para o Brasil. Além disso, mostrando que os quadrinhos não vivem isolados, se alimentam e servem de inspiração para a música e para diversas mídias.


Panorama geral

Através das diversas mesas temáticas, essas foram as principais questões levantadas e recorrentes:

Primeira mesa temática: “O Brasil no caminho da animação”, com os estúdios AnimaKing e Cafundó.

Mesa “Quadrinhos autorais” com (da esq. a dir.) Pedro Franz, Daniel Esteves, Cadu Simões e Felipe Meyer.

Mesa composta por (da esq. a dir.) Eddy Barrows, Mário Luiz C. Barroso, Erico Assis, Gabriel Rocha e Ricardo Manhães.

A internet como divulgação de trabalho, contato ou networking, oportunidades, visibilidade e alcance maior de público comparando com o que um impresso poderia ter.

– Muitos ressaltaram a busca por editais e empresas para financiar as produções.

– As diferenças entre o mercado norteamericano e francês (estendo um pouco para o europeu).

– O futuro das HQs em relação ao digital, como por exemplo, através de leitores como o iPad.

– A evidência de jornalistas e críticos despreparados e muitas vezes falando bobagens sobre as obras.

*

Frases, desabafos, momentos dos palestrantes:

Poli Graciano: sobre a animação no Brasil falou que é mais fácil começar em agências de publicidade, ressaltando que “é difícil, demorado, mas é preciso insistir!”.

Cadu Simões: “Quadrinho é quadrinho. Não importa a mídia”. Explicou que nunca conseguiu levar a sério os super-heróis, por usarem cueca em cima das calças e coisas do tipo. Salientou que muitos confundem quadrinhos autorais com alternativos, mas não tem nada a ver.

Mario Luiz C. Barroso: “No fundo todo leitor de HQ é um grande noveleiro”.

Contou que em conversa com o editor Fernando Lopes este teria dito que 15 anos atrás não faria traduções, pois não havia o google, que hoje ajuda para buscar referências nas obras em tradução.

Felipe Meyer: enfatizou que não basta ter HQs nas bibliotecas, é preciso investir em bibliotecários que possam sugerir as leituras.

Ricardo Manhães: comentou como na França todo e qualquer tipo de HQ vem em capa dura, algo que julga difícil de implementar no Brasil pois iria encarecer muito o material. Disse que os editores franceses não querem vender absurdamente e buscam fazer produto personalizado, além de ter prazos de até 6 meses para criar um álbum, que poderá ficar por 10 anos em venda.

Eddy Barrows: contou que no máximo tem 40 dias pra entregar uma HQ, e que em prazos mais puxados já chegou a fazer 4 páginas por dia. Também falou que nos anos 90 os brasileiros eram vistos com desconfiança pelos editores estrangeiros, principalmente pela falta de ambientação, conhecimento do local de origem do personagem. Contou que a primeira vez que mostrou seu trabalho, o editor perguntou a cidade que havia desenhado, Eddy respondeu Nova York e o editor lhe disse que não era. O motivo: os prédios não eram tão grandes como os arranha-céus de NY, ele havia desenhado com base nas construções da cidade que conhecia Belo Horizonte.

Exposição de escultura de Leandro Chaves.

Altos e baixos do HQCon:

O local: Floripa Music Hall foi um bom lugar, havia espaço para transitar, sem ficar esmagado. Foi a primeira vez que fui num evento e não enfrentei fila pro banheiro!

Comida: só tinha pizza pra comer! (Além de uma estande de guloseimas japonesas, o que acho complicado pra quem não curte muito como eu. Embora um pocky sempre é bem-vindo!). Pro próximo espero mais opções.

Cosplayers: como sou acostumada com eventos de cultura pop japonesa, esperava mais. Não estou reclamando dos que foram fantasiados, mas pensei que ia encontrar mais cosplay e, sobretudo, de histórias não japonesas. A maioria era de animê e games.

Palestrantes e discussões: a programação estava muito boa, e o que mais gostei foi de termos um panorama tanto internacional como regional, ouvindo profissionais de Floripa mesmo, até aqueles que trabalham pro exterior. E também trazendo às mesas jornalistas e pesquisadores acadêmicos de quadrinhos, os quais deram mais amplitude aos debates. Senti falta de alguém falando sobre mangá (em qualquer momento, não exatamente numa mesa sobre o assunto), mas como pesquiso isso, sou suspeita pra falar!

Intervalos e premiações: achei muito legal nos intervalos serem sorteados brindes para quem acertasse uma pergunta relacionada aos quadrinhos e afins. Assim como a premiação dos cosplayers envolverem bolsas de estudo para idiomas e graduação. A brincadeira acabou resultando num investimento cultural, talvez, mais importante do que se fosse em dinheiro. E também palmas para a dupla que tocou durante o desfile cosplay, ficou muito bom o som ao vivo! (Melhor ainda se num próximo tocassem só músicas envolvendo desenhos animados, filmes e relacionados ao evento…)

Horário: o grande ‘porém’ foi o atraso inicial de quase 2 horas que acabou fazendo com que a programação oficial fosse mudada, resultando em um menor tempo de fala para alguns dos palestrantes. Por isso, o evento terminou uma hora depois do previsto.

De forma geral, o HQCon estava muito bom! Quem passou por lá ou ficou durante todo o evento teve o que aproveitar!

Ano que vem tem mais!

Em breve conversa com o organizador, Diego Moreau, descobrimos que a ideia é continuar com o HQCon e mais do que isso expandi-lo para outros estados, especificamente em cidades onde há campus da Universidade Estácio de Sá, patrocinadora do evento, resultando em 2 ou 3 HQCons por ano no Brasil.

Nessa primeira edição, Moreau explicou que ficaram com medo de fazer mais de um dia de atividades, mas que provavelmente no próximo serão mais dias, pra não acontecer de montar uma programação corrida como dessa vez.

Mais do que um encontro, a proposta do HQCon é agregar pessoas, trazer pesquisadores para a discussão e no próprio site disponibilizar espaço para quadrinhistas iniciantes exporem seus trabalhos.

(Créditos das fotos: Giovana S. Carlos e Vivian Santana)

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Atualização (16/08/10)

Resolvi postar aqui alguns links do que está sendo dito em sites e blogs sobre o HQCon, pra quem quiser acompanhar mais:

“hq-con bombou!”, por Rogério Christofoletti (blog Monitorando).

Ajoelhem-se perante ele”, por Romeu Martins (blog Cidade Phantástica).

“Tempos de quadrinhos”, por Marcos Espíndola (blog Diário Catarinense).

“Viva o HQCon!”, por Universo Colecionáveis (blog Universo Colecionáveis).

“Desenhar não é (só) coisa de criança”, por Jacqueline Iensen (site Diário Catarinense).

“Veja as fotos da 1ª HQCon em Florianópolis”, por Stephan Martins (blog Jovem Nerd).

“Fãs de quadrinhos lotam HQCon em Florianópolis”, por Gabriel Rocha (blog Quadriteca)

Atualização (17/08/2010)

“HQCon”, por José – que ganhou brinde por falar o juramento do Lanterna Verde (Blog no Fim do Universo)

“E começou a saga”, por Diego Moreau (site do HQCon)



Sátira ao “mangá brasileiro”

13 Ago

Nessa semana minha irmã, a Vivian, avisou que havia visto numa revistaria uma publicação um tanto curiosa: Mundo Canibal Teen em estilo mangá.

Obviamente só poderia se tratar de uma ‘tiração’ com a situação atual do mercado brasileiro de produzir quadrinhos nacionais com base nas HQs japonesas.

E eu tinha que pôr as mãos logo nisso!! Mas é claro, a vida sempre dá um jeito de rir-se da gente, e quando fui comprar, consegui entrar justamente num local que não aceitava cartão de crédito (e eu com uma pilha de revistas e nenhum ‘pila’ no bolso!). Tive que esperar outro dia.

A edição adquirida foi a nº 2, de julho, que conforme o site anuncia: “tem como tema principal o Mangá e você poderá conferir uma ‘maravilhosa’ aventura no melhor estilo das histórias em quadrinhos Japonesas. Além disso temos outras porcarias como: Vilões do Mundo Real, Teatro Canibal, Restaurante dos Toscos, participações de Rogério Morgado (CQC), Fábio Lins (Multishow) e muito mais!!! A Promoção continua: de R$ 457,00 por R$ 3,99”.

Entre histórias em quadrinhos e matérias ilustradas, a revista vem num formato pequeno e possui 34 páginas. Mas de todo conteúdo, a HQ produzida por Raphael Salimena (roteiro e arte), que dá nome à revista, é a melhor de todas e vale a aquisição do impresso. Alguns personagens do Mundo Canibal (como o Tomelirolla e Donizete) são apresentados em versões adolescentes politicamente corretas, parodiando principalmente A Turma da Mônica Jovem e Luluzinha Teen.

Prévia de uma das páginas de "Mundo Canibal Teen em estilo mangá", de Raphael Salimena. (retirada do site Mundo Canibal)

Olha, são ‘4 pila’ bem investidos, pelo menos pra mim! É muito engraçado! Mas, claro, não é um tipo de humor pra todos… pra quem conhece o Mundo Canibal, sabe do que estou falando.

Capa de jornal em forma de HQ

8 Ago

O Diário de S. Paulo deste sábado (07/08/10) fez de sua capa uma página de quadrinhos em que dois super-heróis, Superomão e Homem Vontade, anunciam as chamadas para as matérias do jornal em forma de conversa, nos balões de fala.

Qual o motivo? Nas páginas 24 a 26, há a matéria “Eles têm a força”, escrita por Fernando Oliveira, sobre profissionais brasileiros de HQ que fazem sucesso no exterior: “Você pode até não ter ouvido falar neles, mas alguns desenhistas brasileiros viraram celebridades nos Estados Unidos”.

A capa foi desenhada por Ivan Reis, um dos principais entrevistados da matéria, que também dá um breve perfil de Eddy Barrows, Rafael Grampá, Renato Guedes, Mike Deodato, entre outros.

>>  O jornal pode ser acessado online e lido integralmente aqui <<


Como jornalista e leitora de quadrinhos, achei muito legal a ideia e a ousadia da capa! Independentemente de abordar quadrinhos, fugir um pouco do convencional do jornalismo, do que já é lugar-comum, é muito instigante e desafiador (afinal a fórmula consagrada é segura enquanto a novidade pode resultar em fracasso).

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Ainda sobre jornalismo e quadrinhos, o Japão já saiu na frente, e possui um jornal inteiro feito em HQ, ou como se diz por lá, mangá (leia mais aqui).

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