Tag Archives: Cosplay

Anime Festival Party 2013 em Belo Horizonte

28 Maio

Nos dias 17 e 18 de maio aconteceu na capital mineira o Anime Festival Party e pela primeira vez consegui ir a um animecontro que não seja o Anime Friends, em São Paulo, ou no sul do país, o que faz aumentar meu conhecimento sobre esse cenário de cultura pop no país.  

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RPG, otakus e demais nerdismos em Viçosa

21 Mar

Uma das coisas que tem me surpreendido aqui em Viçosa/MG é a quantidade grande de fãs da cultura pop japonesa, além da presença da própria cultura japonesa na cidade (que é pequena, tem em torno de 72 mil habitantes). Mesmo com um problema sério de internet (de sinal/abrangência e de velocidade), nerds e otakus são comuns na cidade (e nas minhas aulas, o que adoro!). 

Enfim, no último final de semana (17 e 18 de março), aconteceu o XVII Encontro de RPG de Viçosa,  na Biblioteca da Universidade Federal de Viçosa. Além do Role Playing Game, o evento contou com exibições de animês, concurso cosplay, oficinas de mangá e origami. Foi muito bacana poder ver a manifestação do pop nipônico por aqui! A baixo seguem algumas imagens que consegui registrar do evento, público e cosplayers. Quem tiver interesse, tem mais fotos no Flickr do blog.

Não tem cuca?!

12 Out

Um passeio pela Oktoberfest 2010

No último domingo (10/10/10!) fui com meus pais na Oktoberfest em Blumenau, Santa Catarina. Ok, fui com a família, o que já caracteriza uma outra Oktoberfest. E não dá pra negar: Oktoberfest = muita bebida + dança. Mas, de qualquer forma dá pra tirar uma ideia de como é…

Prometendo ser a maior festa de cultura germânica das Américas, bem na verdade, o principal é o chope e as bandas temáticas. Pra quem espera ver coisas mais específicas da cultura alemã, vai se decepcionar. As lojas da vila germânica vendem basicamente camisetas, canecas, chapéus e demais adereços relacionados à festa. Tudo bem, há alguns produtos interessantes e alguns pratos típicos, mas nada que valha a pena sair de muito longe (ou gastar muito) para ver.

O legal mesmo é ir com um grupo grande, que vá fazer festa. E, de preferência, ficar em alguma cidade de praia pra aproveitar mais.

Petisco alemão: linguiça, frango, coração de galinha, salame, salsicha... (já tínhamos comido metade quando tirei a foto!)

Vale ressaltar que, apesar de ter um evento desses, não há sinalização específica dentro da cidade de como chegar até o local (levamos um tempão pra nos acharmos!), somente algumas bandeiras com o nome e logo do evento pelo centro. Algumas poucas placas indicando a vila germânica não dão conta do recado.

Há um parque de diversão com brinquedos mais infantis e outros mais emocionantes como o Kamikaze.

Mas o que me chamou mais a atenção de tudo foram os cosplayers, quer dizer, o pessoal vestido ‘tipicamente de alemão’. Os que não estavam totalmente vestidos conforme a fantasia, digo, ‘vestuário germânico’, usavam pelo menos aquele chapéu da oktober ou tiara de flores.

Havia também alguns chapéus mais temáticos, como na forma de chope. E claro, não podia faltar a caneca pendurada no corpo. Aliás, até aqui em Balneário Camboriú tem algumas pessoas circulando ‘a la oktober fashion’.

Com todo esse contexto de roupas e acessórios, é possível fazer uma correlação bem interessante com os eventos de cultura pop japonesa, aonde os que não vão de cosplay de personagem, vestem pelo menos uma toquinha, tiara com orelhas de gato e demais. A diferença está no pessoal do pop nipônico saber que é tudo ficção e proveniente da mídia… Espero!

No Wasabi Show, evento de cultura pop japonesa de Florianópolis, surgiu este cosplayer vestido 'a la Oktoberfest', em fevereiro deste ano.

Ao final, antes de ir embora me lembrei de procurar por cuca alemã pra comer e levar pra casa! Não achando em nenhum lugar, fui num guichê onde se compram as fichas pra comida/bebida. Perguntei pra atendente: “onde tem cuca pra comprar aqui?”, ela me olhou, soltou um “cuca?”, no que eu respondi “é! Cuca alemã! Não tem?!”, ela virou pra colega do lado, “a gente tem isso aqui? Cuca?”, ambas nitidamente dando a impressão de que pedi algo fora do comum pro lugar, no que concluíram, “não, não tem”. Como se diz no twitter: #oktoberfest #fail!

Só digo que eu ainda estou chocada com o fato de uma festa alemã NÃO TER cuca alemã!! Como é que pode? Até nas festas italianas lá no Rio Grande do Sul tem! Por que numa festa germânica não? Tsc, tsc, tsc…

E, claro, não podia faltar um elemento nerd nessa visita!

***

P.S.: A minha irmã veio me alertar para explicar o que é cuca, pois não é muito comum fora do sul do país. To chocada! Se você não conhece, não sabe o que perde!! Huahuahuahauhuhu!! A explicação dada é de que seria um bolo/pão doce, mas acho bem complicado isso, pois o sabor é único. Cuca é cuca! E tem de farofa, banana, goiaba, amendoim, pêssego, abacaxi, uva, morango….

“Foi muito legal! Conseguimos!”

15 Ago

A frase a cima foi dita pelo organizador do HQCon, Diego Moreau, ao final do evento que aconteceu neste sábado, dia 14. A princípio, mais de 700 pessoas (a contagem oficial ainda está sendo feita, e provavelmente será bem maior esse número) estiveram em Florianópolis/SC para curtir um dia inteiro de palestras e demais atividades envolvendo quadrinhos.

Mais do que lazer, entretenimento e consumo, o HQCon trouxe o debate. Profissionais e pesquisadores de quadrinhos expuseram ao público suas ideias, experiências, expectativas para o futuro, deram dicas e muito mais. Eram roteiristas, desenhistas, tradutores, jornalistas, publicitários, animadores formando mesas temáticas que deram conta de mostrar um pouco de quem trabalha para o exterior e para o Brasil. Além disso, mostrando que os quadrinhos não vivem isolados, se alimentam e servem de inspiração para a música e para diversas mídias.


Panorama geral

Através das diversas mesas temáticas, essas foram as principais questões levantadas e recorrentes:

Primeira mesa temática: “O Brasil no caminho da animação”, com os estúdios AnimaKing e Cafundó.

Mesa “Quadrinhos autorais” com (da esq. a dir.) Pedro Franz, Daniel Esteves, Cadu Simões e Felipe Meyer.

Mesa composta por (da esq. a dir.) Eddy Barrows, Mário Luiz C. Barroso, Erico Assis, Gabriel Rocha e Ricardo Manhães.

A internet como divulgação de trabalho, contato ou networking, oportunidades, visibilidade e alcance maior de público comparando com o que um impresso poderia ter.

– Muitos ressaltaram a busca por editais e empresas para financiar as produções.

– As diferenças entre o mercado norteamericano e francês (estendo um pouco para o europeu).

– O futuro das HQs em relação ao digital, como por exemplo, através de leitores como o iPad.

– A evidência de jornalistas e críticos despreparados e muitas vezes falando bobagens sobre as obras.

*

Frases, desabafos, momentos dos palestrantes:

Poli Graciano: sobre a animação no Brasil falou que é mais fácil começar em agências de publicidade, ressaltando que “é difícil, demorado, mas é preciso insistir!”.

Cadu Simões: “Quadrinho é quadrinho. Não importa a mídia”. Explicou que nunca conseguiu levar a sério os super-heróis, por usarem cueca em cima das calças e coisas do tipo. Salientou que muitos confundem quadrinhos autorais com alternativos, mas não tem nada a ver.

Mario Luiz C. Barroso: “No fundo todo leitor de HQ é um grande noveleiro”.

Contou que em conversa com o editor Fernando Lopes este teria dito que 15 anos atrás não faria traduções, pois não havia o google, que hoje ajuda para buscar referências nas obras em tradução.

Felipe Meyer: enfatizou que não basta ter HQs nas bibliotecas, é preciso investir em bibliotecários que possam sugerir as leituras.

Ricardo Manhães: comentou como na França todo e qualquer tipo de HQ vem em capa dura, algo que julga difícil de implementar no Brasil pois iria encarecer muito o material. Disse que os editores franceses não querem vender absurdamente e buscam fazer produto personalizado, além de ter prazos de até 6 meses para criar um álbum, que poderá ficar por 10 anos em venda.

Eddy Barrows: contou que no máximo tem 40 dias pra entregar uma HQ, e que em prazos mais puxados já chegou a fazer 4 páginas por dia. Também falou que nos anos 90 os brasileiros eram vistos com desconfiança pelos editores estrangeiros, principalmente pela falta de ambientação, conhecimento do local de origem do personagem. Contou que a primeira vez que mostrou seu trabalho, o editor perguntou a cidade que havia desenhado, Eddy respondeu Nova York e o editor lhe disse que não era. O motivo: os prédios não eram tão grandes como os arranha-céus de NY, ele havia desenhado com base nas construções da cidade que conhecia Belo Horizonte.

Exposição de escultura de Leandro Chaves.

Altos e baixos do HQCon:

O local: Floripa Music Hall foi um bom lugar, havia espaço para transitar, sem ficar esmagado. Foi a primeira vez que fui num evento e não enfrentei fila pro banheiro!

Comida: só tinha pizza pra comer! (Além de uma estande de guloseimas japonesas, o que acho complicado pra quem não curte muito como eu. Embora um pocky sempre é bem-vindo!). Pro próximo espero mais opções.

Cosplayers: como sou acostumada com eventos de cultura pop japonesa, esperava mais. Não estou reclamando dos que foram fantasiados, mas pensei que ia encontrar mais cosplay e, sobretudo, de histórias não japonesas. A maioria era de animê e games.

Palestrantes e discussões: a programação estava muito boa, e o que mais gostei foi de termos um panorama tanto internacional como regional, ouvindo profissionais de Floripa mesmo, até aqueles que trabalham pro exterior. E também trazendo às mesas jornalistas e pesquisadores acadêmicos de quadrinhos, os quais deram mais amplitude aos debates. Senti falta de alguém falando sobre mangá (em qualquer momento, não exatamente numa mesa sobre o assunto), mas como pesquiso isso, sou suspeita pra falar!

Intervalos e premiações: achei muito legal nos intervalos serem sorteados brindes para quem acertasse uma pergunta relacionada aos quadrinhos e afins. Assim como a premiação dos cosplayers envolverem bolsas de estudo para idiomas e graduação. A brincadeira acabou resultando num investimento cultural, talvez, mais importante do que se fosse em dinheiro. E também palmas para a dupla que tocou durante o desfile cosplay, ficou muito bom o som ao vivo! (Melhor ainda se num próximo tocassem só músicas envolvendo desenhos animados, filmes e relacionados ao evento…)

Horário: o grande ‘porém’ foi o atraso inicial de quase 2 horas que acabou fazendo com que a programação oficial fosse mudada, resultando em um menor tempo de fala para alguns dos palestrantes. Por isso, o evento terminou uma hora depois do previsto.

De forma geral, o HQCon estava muito bom! Quem passou por lá ou ficou durante todo o evento teve o que aproveitar!

Ano que vem tem mais!

Em breve conversa com o organizador, Diego Moreau, descobrimos que a ideia é continuar com o HQCon e mais do que isso expandi-lo para outros estados, especificamente em cidades onde há campus da Universidade Estácio de Sá, patrocinadora do evento, resultando em 2 ou 3 HQCons por ano no Brasil.

Nessa primeira edição, Moreau explicou que ficaram com medo de fazer mais de um dia de atividades, mas que provavelmente no próximo serão mais dias, pra não acontecer de montar uma programação corrida como dessa vez.

Mais do que um encontro, a proposta do HQCon é agregar pessoas, trazer pesquisadores para a discussão e no próprio site disponibilizar espaço para quadrinhistas iniciantes exporem seus trabalhos.

(Créditos das fotos: Giovana S. Carlos e Vivian Santana)

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Atualização (16/08/10)

Resolvi postar aqui alguns links do que está sendo dito em sites e blogs sobre o HQCon, pra quem quiser acompanhar mais:

“hq-con bombou!”, por Rogério Christofoletti (blog Monitorando).

Ajoelhem-se perante ele”, por Romeu Martins (blog Cidade Phantástica).

“Tempos de quadrinhos”, por Marcos Espíndola (blog Diário Catarinense).

“Viva o HQCon!”, por Universo Colecionáveis (blog Universo Colecionáveis).

“Desenhar não é (só) coisa de criança”, por Jacqueline Iensen (site Diário Catarinense).

“Veja as fotos da 1ª HQCon em Florianópolis”, por Stephan Martins (blog Jovem Nerd).

“Fãs de quadrinhos lotam HQCon em Florianópolis”, por Gabriel Rocha (blog Quadriteca)

Atualização (17/08/2010)

“HQCon”, por José – que ganhou brinde por falar o juramento do Lanterna Verde (Blog no Fim do Universo)

“E começou a saga”, por Diego Moreau (site do HQCon)



História em quadrinhos é destaque em Floripa

5 Ago

No próximo sábado, dia 14/08, a capital catarinense sedia o HQCon, no Floripa Music Hall, das 10 às 19 horas.

No evento, profissionais e pesquisadores irão palestrar sobre diferentes temas envolvendo os quadrinhos. Também haverá apresentação musical e concurso de cosplay. O ingresso custa 15 reais, para quem não for fantasiado, e 10 reais para quem for com cosplay.

Mais informações você adquire no site ou pelo email: contato@hqcon.com, e também pode acompanhar  pelo twitter: @HQCon.


Programação HQCon

O Brasil no caminho das Animações – 10h até 11h 30min.

Palestrantes:

AnimaKing – é hoje o maior estúdio de animação na área de stop-motion no Brasil, seu filme Minhocas é pioneiro no país ao utilizar a técnica stop-motion em longa-metragem.

Cafundó Estúdio Criativo – é um estúdio de design digital focado em motion graphics, animação, ilustração e soluções para novas mídias, estão participando do Anima Mundi 2010 na categoria portfolio com o filme “Jardim das Delícias”.

Quadrinhos autorais – 11h40 até 12h40.

Palestrantes:

Pedro Franz – quadrinista e designer gráfico autor da HQ “Promessas de amor a desconhecidos enquanto espero o fim do mundo”.

Cadu Simões – historiador e estudante de grego antigo, vencedor do HQMix como roteirista revelação e membro-fundador do coletivo de quadrinistas independentes Quarto Mundo.

Daniel Esteves – historiador e roteirista, vencedor dos prêmios HQMix e Angelo Agostini e professor de quadrinhos, diretor da escola HQ em Foco e membro do conselho do coletivo.

Felipe Meyer – publicitário, redator e roteirista de quadrinhos, editor do Jornal de Debates e indicado ao troféu HQMix pela revista independente Contos da madrugada.

Influências da história em quadrinhos na educação – 12h 50min até 13h 40min.

Palestrantes:

Clóvis Geyer – ex-chargista do Diário Catarinense, quadrinhista e professor da Udesc.

Erico Assis – colaborador do site Omelete e tradutor de HQ.

Diego Moreau – mestre em Ciência da Linguagem (História em Quadrinhos) e professor universitário na Estácio de Sá Santa Catarina.

Intervalo – 13h40 até 14h10

Show e Apresentações

HQ é Multimídia – 14h10 até 15h10.

Palestrantes:

Eddy Barrows – desenhista exclusivo da DC Comics (editora estadunidense de histórias em quadrinhos e mídia relacionada) desenhou Novos Titãs, Lanterna Verde e é o atual desenhista do Superman.

Erico Assis – colaborador do site Omelete e tradutor de HQ.

Gabriel Rocha – jornalista e fã de HQs desde antes de saber ler, autor do site Quadriteca.

Ricardo Jahn – publicitário, louco por HQ e colaborador de conteúdo do site Hagah.

Desfile Cosplay – 15h10 até as 16h

Concurso Cosplay + Show

HQ e Música – 16h até 17h

Palestrantes:

Mario Luiz C. Barroso – atual tradutor da linha de super-heróis da Panini Comics, jornalista, ex- editor da linha de super-heróis da editora Abril.

Rafael Soares Duarte – professor de Literatura formado em Letras pela FURG-RS é mestrando em Teoria da Literatura na UFSC, com pesquisa sobre Watchmen.

Daniel Soares Duarte – professor de Literatura formado em Letras pela FURG-RS é mestre em História da Literatura e doutorando em Teoria Literária.

Jam Session – 17h às 17h30min

Mario Luiz C. Barroso + Rafael Soares Duarte + Daniel Soares Duarte

De Maurício a Clark – Artistas Made in Brazil – 17h 30 min até 19h

Palestrantes:

Ricardo Manhães – desenhista, que atua no mercado europeu e um dos autores do álbum MSP + 50, segundo volume da homenagem ao cinquentenário de carreira do criador da Turma da Mônica.

Eddy Barrows – desenhista exclusivo da DC Comics (editora estadunidense de histórias em quadrinhos e mídia relacionada) desenhou Novos Titãs, Lanterna Verde e é o atual desenhista do Superman.

Erico Assis – colaborador do site Omelete e tradutor de HQ.

Mario Luiz C. Barroso – atual tradutor da linha de super-heróis da Panini Comics, jornalista, ex- editor da linha de super-heróis da editora Abril.

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