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Coelhomania

2 Jul

Desde criança sonho em ter um coelho. O que me fez ter esse desejo não sei, talvez inúmeros desenhos com mascotes tenham me influenciado. Amo animais, mas os orelhudos são especiais! Mini Lop é a raça que gosto mais. Considerado o mais inteligente, é fiel e apegado ao seu dono, chegando a ficar, aproximadamente, com 30 cm de altura. O preço varia de 70 a 150 reais. A responsabilidade da criação me faz esperar. Divertidos, saltitantes e muito fofos esses bichinhos conquistam as pessoas. 

 

 

 

 

 

Com a fama de “coelho da páscoa”, há diversos vídeos mostrando tanto a fofura quanto os dark(s) side(s) desses peludos. Separei os melhores:

Coelho prático:

 

Coelho atleta:

 

Coelho maneiro:

 

Coelho saltitante:

 

Mesmo assim não perde a fofura:

 

Imagine ganhar um desses:

 

Tenha medo:

 

Em sua versão country:

 

Fazendo um rock’n’roll:

 

Numa batalha de Rap:

 

Num comercial com o Darth Vader:

 

Bizarro:

 

 

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A Banda dos Sonhos

30 Jun

Por Vivian Santana e Giovana Carlos

A música inspira pessoas ao redor do mundo. Independentemente do estilo, ela está presente na rotina de alguém. Alguns adotam como estilo de vida e realizam o sonho de montar sua banda. Mas não basta apenas saber cantar ou tocar algum instrumento. É preciso muito mais.

 Através da banda de metal Massacration, o grupo Banana Mecânica (ex-Hermes e Renato) “desvendou” a fórmula para um grupo musical de sucesso descrevendo a importância e o perfil de cada integrante de uma banda de rock. Descubra nos vídeos abaixo:    

 

O Guitarrista

“Guitarrista bom é guitarrista marrento… o guitarrista é um rebelde incompreendido, delinquente das cordas…”.

 

O Baixista

“Na música o baixo está ali. Assim como os gnomos, ele existe mas ninguém vê… sua pegada deve ser tão forte quanto a patada de um urso…”.

 

O Baterista

“Como nos filmes de Van Damme, sua pegada tem que ser forte e seu ritmo deve ser frenético… o baterista que se preze tem que ser um bruto, um grosseiro, um ignorante…”.

 

Vocalista

“Carrega no gogó o ouro da banda… o vocalista é o mais egocêntrico da banda… carisma, presença, gogó e garra essas são as características básicas…”.

 

Hermes e Renato surgiu na MTV em 1999, sendo formado por Marco Antônio Alves, Fausto Fanti, Adriano Pereira, Bruno Sutter, Felipe Torres e Gil Brother. Os atores ficaram nesse canal por 10 anos, mudando-se em 2010, sem o Gil Brother, para a Record como parte das atrações do programa Legendários. Desde então receberam um novo nome, decidido pelo público: Banana Mecânica. 

Excursão para o show do Ozzy em Porto Alegre

5 Mar

Minha prima, a Caroline, está organizando uma excursão para o show do (fucking prince of darkness!Ozzy que acontece em 30 de março, no Gigantinho, em Porto Alegre/RS. Eu e a Vivian estamos dando uma força (metaaallll!) na divulgação (as primas jornalistas devem servir para alguma coisa… :P).

Se você estiver a fim de ir, entre em contato.

Aproveita que está super barato! 😉

Mais informações:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108415707

Avisos

31 Out

O blog anda meio parado ultimamente devido aos trabalhos de fim de semestre: a Vivian com seu o TCC e eu com a qualificação da dissertação. Estamos correndo para cumprir os prazos pra final de novembro/começo de dezembro. Por isso as postagens serão num fluxo um pouco menor do que o normal nos próximos dois meses.

Mas este não é o único aviso: estamos no Rio de Janeiro para apresentar nossos trabalhos no IV Simpósio Nacional da ABCiber, evento voltado para a cibercultura, comunicação digital. A Vivian, eu e a Neliffer (minha colega do mestrado) iremos compor a mesa temática “Moda, música e identidade na cultura pop japonesa no Brasil”, na terça-feia (02/11), das 9 às 11 horas.

Resumo da mesa temática:

A cultura pop japonesa faz parte do cotidiano de muitas pessoas. Bens culturais do Japão chegam aos brasileiros de diferentes formas. A proposta desta mesa temática é apresentar algumas das manifestações dessa(s) subcultura(s) urbana(s) hoje presentes em boa parte do mundo ocidental, de forma a levantar algumas reflexões a cerca da circulação desses conteúdos, assim como a suas implicações dentro da sociedade. Portanto, será abordado: a questão da identidade do brasileiro a partir do consumo de estereótipos japoneses presentes em animês e mangás; o processo comunicacional entre moda e games através da personificação e construção identitária do cosplay; a circulação e consumo da j-music no país a partir do engajamento de fãs, tanto para a criação e manutenção de webrádios, como na criação de bandas covers.

O trabalho completo pode ser lido aqui.

Vai um bolinho de bacalhau aí?

15 Out

Uma visita pela Marejada 2010

Em Santa Catarina acontecem em outubro festas temáticas durante várias semanas. Anteriormente postei sobre a minha ida à Oktoberfest deste ano.

Hoje é sobre a Marejada, em Itajaí, visitada na segunda-feira, 11/10.

A Marejada, que está em sua 24ª edição, é a maior festa portuguesa e do pescado do Brasil. As atrações são apresentações folclóricas, bandas temáticas, feira de artesanato e demais produtos, shows gerais (como do Luan Santana) e, claro, diversos pratos e petiscos da culinária portuguesa.

Talvez em comparação com a Oktoberfest, pode parecer um evento um pouco menor, afinal não há tantos pavilhões e nem lojas/casas conforme a arquitetura portuguesa, mas me pareceu ter mais elementos culturais, no caso português, do que a festa alemã (que serve muito mais como uma desculpa pra encher a cara de chope na minha opinião! O que não há nada de mal, mas…). Estou falando de conteúdo mesmo, porque no visual realmente não fica nítida minha constatação.

Não há na Marejada cosplayers, ou seja, o público não vai vestido conforme a indumentária folclórica portuguesa, com exceção dos dançarinos e músicos que irão se apresentar nos diversos palcos do evento.

Nossa mãe com as 'portuguesas'. (foto by Vivian)

Atrás do palco, aguardando a apresentação. (foto by Vivian)

Os pratos típicos são muitos: de petiscos de peixe e camarão (seja em porções, em espetinhos, pastéis…) até refeições mais elaboradas com frutos do mar. Por isso, há espaços separados para cada alimento como, por exemplo, a Casa do Bacalhau. E não poderia faltar um bom vinho para acompanhar os alimentos. Nós comemos muito bolinhos de bacalhau. Estavam ótimos, tanto que nem lembrei de tirar foto!

Casa do Bacalhau

Show midiático: foi ligarem a câmera e logo as vendedoras começaram a representar gritando o nome dos petiscos.

Na feira de artesanato pude ver uma senhora fazendo renda de bilros. Ela me contou que leva cerca de dois dias para fazer uma peça pequena, já uma toalha de mesa rende um mês de trabalho (e custa 500 reais!).

Há também um parque de diversões lá. Devido ao dia que fomos, véspera do dia das crianças, comemoramos adiantadamente! Eu e a Vivian voltamos com vários prêmios pequenos, como chaveiros e bola, pra casa adquiridos nos tiro ao alvo, pescaria e outros…

Nós (tentando) e nosso pai (quem realmente sabia mirar, atirar e ACERTAR!).

Mas, o mais curioso de tudo e que não poderia deixar de comentar foi um fato muito relevante que me faz dar à Marejada um #epicwin, em contraposição ao #fail que dei à Oktoberfest: estava eu lá lendo as placas de preço/produto para escolher o que iria comer e de repente me deparo com uma que vendia, advinha? CUCA ALEMÃ!! Sim, não encontrei na “maior festa alemã das Américas” o doce, mas estava lá na festa portuguesa!

Show da noite: Jeito Moleque.

Enfim, a Marejada é um evento mais tranquilo, para assistir as apresentações folclóricas, comer delícias de pratos de peixes e frutos do mar, além de poder ver e comprar produtos artesanais. Em contrapartida, acredito que os shows de grupos gerais, desligados ao tema português, são a parte mais festa/bebedeira, mas acontecem num espaço mais reservado. Quem puder conferir, vale a pena!

***

Mais fotos – e as do post podem ser melhor visualizadas – em: http://www.flickr.com/photos/giovanacarlos/sets/72157625046241629/

 

Não tem cuca?!

12 Out

Um passeio pela Oktoberfest 2010

No último domingo (10/10/10!) fui com meus pais na Oktoberfest em Blumenau, Santa Catarina. Ok, fui com a família, o que já caracteriza uma outra Oktoberfest. E não dá pra negar: Oktoberfest = muita bebida + dança. Mas, de qualquer forma dá pra tirar uma ideia de como é…

Prometendo ser a maior festa de cultura germânica das Américas, bem na verdade, o principal é o chope e as bandas temáticas. Pra quem espera ver coisas mais específicas da cultura alemã, vai se decepcionar. As lojas da vila germânica vendem basicamente camisetas, canecas, chapéus e demais adereços relacionados à festa. Tudo bem, há alguns produtos interessantes e alguns pratos típicos, mas nada que valha a pena sair de muito longe (ou gastar muito) para ver.

O legal mesmo é ir com um grupo grande, que vá fazer festa. E, de preferência, ficar em alguma cidade de praia pra aproveitar mais.

Petisco alemão: linguiça, frango, coração de galinha, salame, salsicha... (já tínhamos comido metade quando tirei a foto!)

Vale ressaltar que, apesar de ter um evento desses, não há sinalização específica dentro da cidade de como chegar até o local (levamos um tempão pra nos acharmos!), somente algumas bandeiras com o nome e logo do evento pelo centro. Algumas poucas placas indicando a vila germânica não dão conta do recado.

Há um parque de diversão com brinquedos mais infantis e outros mais emocionantes como o Kamikaze.

Mas o que me chamou mais a atenção de tudo foram os cosplayers, quer dizer, o pessoal vestido ‘tipicamente de alemão’. Os que não estavam totalmente vestidos conforme a fantasia, digo, ‘vestuário germânico’, usavam pelo menos aquele chapéu da oktober ou tiara de flores.

Havia também alguns chapéus mais temáticos, como na forma de chope. E claro, não podia faltar a caneca pendurada no corpo. Aliás, até aqui em Balneário Camboriú tem algumas pessoas circulando ‘a la oktober fashion’.

Com todo esse contexto de roupas e acessórios, é possível fazer uma correlação bem interessante com os eventos de cultura pop japonesa, aonde os que não vão de cosplay de personagem, vestem pelo menos uma toquinha, tiara com orelhas de gato e demais. A diferença está no pessoal do pop nipônico saber que é tudo ficção e proveniente da mídia… Espero!

No Wasabi Show, evento de cultura pop japonesa de Florianópolis, surgiu este cosplayer vestido 'a la Oktoberfest', em fevereiro deste ano.

Ao final, antes de ir embora me lembrei de procurar por cuca alemã pra comer e levar pra casa! Não achando em nenhum lugar, fui num guichê onde se compram as fichas pra comida/bebida. Perguntei pra atendente: “onde tem cuca pra comprar aqui?”, ela me olhou, soltou um “cuca?”, no que eu respondi “é! Cuca alemã! Não tem?!”, ela virou pra colega do lado, “a gente tem isso aqui? Cuca?”, ambas nitidamente dando a impressão de que pedi algo fora do comum pro lugar, no que concluíram, “não, não tem”. Como se diz no twitter: #oktoberfest #fail!

Só digo que eu ainda estou chocada com o fato de uma festa alemã NÃO TER cuca alemã!! Como é que pode? Até nas festas italianas lá no Rio Grande do Sul tem! Por que numa festa germânica não? Tsc, tsc, tsc…

E, claro, não podia faltar um elemento nerd nessa visita!

***

P.S.: A minha irmã veio me alertar para explicar o que é cuca, pois não é muito comum fora do sul do país. To chocada! Se você não conhece, não sabe o que perde!! Huahuahuahauhuhu!! A explicação dada é de que seria um bolo/pão doce, mas acho bem complicado isso, pois o sabor é único. Cuca é cuca! E tem de farofa, banana, goiaba, amendoim, pêssego, abacaxi, uva, morango….

O 20 de setembro por duas irmãs gaúchas

20 Set

Rio Grande do Sul. Feriado. 20 de setembro. Um fato curioso acontece no twitter. O termo “Revolução Farroupilha” fica em 1° lugar no Trending Topics do Brasil (em 5° está “20 de setembro”, e em 8°, “gaúchos”) e, para maior espanto, também no mundial! Os internautas comentam como o povo gaúcho conseguiu realizar esse ato de (des)bravura, pois o mesmo não aconteceu com o 7 de setembro, no país. Intrigadas com o acontecimento, resolvemos escrever sobre a data, quase um mito dos pampas.


O herói ladrão, uma guerra civil, e interesses da monarquia

Por Vivian Santana

Bento Gonçalves conseguiu sua fortuna saqueando. Os “farroupilhas” constituíam pequena parcela da população da época e visavam apenas seus interesses próprios. Os fatos foram transformados pelo viés da indústria cultural e poucos conhecem, contam a história real. Entre eles está o jornalista, historiador, e professor Dr. Tau Golin, com quem eu e a Giovana tivemos o prazer de ter aula e descobrir o lado B da História gaúcha. Autor de livros como “A Ideologia do Gauchismo” e “Bento Gonçalves – O Herói Ladrão”, Golin revela no observatório da imprensa: a maioria de estancieiros e charqueadores mobilizou as suas tropas em favor da causa monárquica. Durante os primeiros anos, os confrontos bélicos tiveram conotação de guerra civil, com o Rio Grande rural dividido. A maioria, especialmente nas cidades, enfrentou os rebeldes”.

No mesmo artigo, o professor ainda comenta: “A ‘guerra de libertação’ do Rio Grande existe somente na imaginação. O constrangedor é que os artífices da memória impuseram ao Rio Grande do Sul um líder autoritário e antiparlamentar, contraditoriamente adotado como ícone protetor da Assembléia Legislativa, com direito a mural e representação em bronze no pórtico de entrada, e os senhores de escravos como heróis regionais”.

Em 2006 o texto “Sapateando na Bosta de 20 de Setembro”, escrito pelo jornalista e historiador Rodrigo de Andrade, publicado no jornal Cadafalso, de Passo Fundo/RS,  gerou grande polêmica sobre a visão oficial da data: “deve-se lembrar que os gaúchos perderam (e feio). Porra, só um estúpido comemora uma derrota! Hoje em dia, estudos sérios revelam que esse passado mitificado, celebrado pelos embombachados, não passa de mero folclore. (…) Todo esse movimento foi criado em grêmios estudantis porto-alegrenses no início do século passado. Desde então, se produz uma visão enganosa do passado, construída para agradar (leia-se domesticar) as populações? gaúchas? do presente” (leia na íntegra aqui). O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) indignado processou o jornal.


A espada degoladora

Por Giovana S. Carlos

Acho que uma maioria estuda História (na época do colégio) e vê datas como a de hoje e pouco ou nada relaciona com a sua própria História e a de sua família.

Apesar de não achar nada legal as comemorações feitas em torno de uma guerra e o discurso construído, no caso, uma demonstração de ser gaúcho naquela lógica do hino do estado “sirvam nossas façanhas de modelo pra toda terra”, não dá para esquecer, ou apagá-la. Ter conhecimento da História é importante, o que não implica glorificá-la.

Pra quem não sabe, sou gaúcha e acabei me lembrando hoje de uma visita que fiz à minha vó há alguns anos, em Cruz Alta. Ela mora no campo e sua casa é cheia de objetos antigos, coisas do século retrasado. Uma vez ela nos mostrou uma espada antiga de um familiar de várias gerações anteriores. Ao desembainhá-la comentou, com a voz calma e tranqüila que tem: “essa aqui degolou muita gente em guerra”. Eu e minha irmã só nos olhamos e, claro, ficou aquele ar sinistro, afinal pra pessoas que levam uma vida como a nossa (leia-se urbana) isso parece coisa de filme, livro… Uma realidade muito distante, quase irreal. Mas é real e faz parte da História.

Com tudo isso em mente, fui procurar na genealogia da família esse antepassado porque tinha uma vaga impressão dela ter falado na tal Revolução. Vale comentar que um parente chamado Amarante Carpes fez toda uma pesquisa desde o começo da minha família por parte de mãe e tenho uma cópia, datada de 1978, do documento. E lá encontrei José Gomes Portinho (1814-1886): um “simples soldado nas tropas farroupilhas” que mais tarde se tornou brigadeiro, lutando na Guerra do Paraguai. O “heroísmo” na guerra lhe rendeu o título de Barão de Cruz Alta, porém Portinho recusou “por alimentar idéias republicanas”. Aliás, este meu antepassado está na Wikipédia

Mas e o dono da espada? Bom, este foi seu filho Felipe Nery Portinho (1861-1941). No documento, segue a descrição (de forma muito passional pro meu gosto): “herdou de seu pai o espírito de luta, a bravura e o sentimento de liberdade, escreveu páginas gloriosas na história do Rio Grande do Sul, como General Maragato, em defesa de liberdade e da igualdade de direitos, contra os tiranos Borges de Medeiros e Firmino de Pula e Silva. E um homem legendário, cuja evocação e memória enche (sic) de orgulho e saudade todos os gaúchos”. Apesar da espada não ter sido usada na Revolução acabei achando um antepassado que lutou nessa guerra.

Muitos acham que a História é algo descrito sobre os outros, sem se dar conta de que ela é sobre todos nós. E que, de uma forma ou outra, esses eventos, fatos históricos estão muito mais ligados à nossa família do que se imagina. Afinal, quem faz História sou eu, você, nós.

“Foi muito legal! Conseguimos!”

15 Ago

A frase a cima foi dita pelo organizador do HQCon, Diego Moreau, ao final do evento que aconteceu neste sábado, dia 14. A princípio, mais de 700 pessoas (a contagem oficial ainda está sendo feita, e provavelmente será bem maior esse número) estiveram em Florianópolis/SC para curtir um dia inteiro de palestras e demais atividades envolvendo quadrinhos.

Mais do que lazer, entretenimento e consumo, o HQCon trouxe o debate. Profissionais e pesquisadores de quadrinhos expuseram ao público suas ideias, experiências, expectativas para o futuro, deram dicas e muito mais. Eram roteiristas, desenhistas, tradutores, jornalistas, publicitários, animadores formando mesas temáticas que deram conta de mostrar um pouco de quem trabalha para o exterior e para o Brasil. Além disso, mostrando que os quadrinhos não vivem isolados, se alimentam e servem de inspiração para a música e para diversas mídias.


Panorama geral

Através das diversas mesas temáticas, essas foram as principais questões levantadas e recorrentes:

Primeira mesa temática: “O Brasil no caminho da animação”, com os estúdios AnimaKing e Cafundó.

Mesa “Quadrinhos autorais” com (da esq. a dir.) Pedro Franz, Daniel Esteves, Cadu Simões e Felipe Meyer.

Mesa composta por (da esq. a dir.) Eddy Barrows, Mário Luiz C. Barroso, Erico Assis, Gabriel Rocha e Ricardo Manhães.

A internet como divulgação de trabalho, contato ou networking, oportunidades, visibilidade e alcance maior de público comparando com o que um impresso poderia ter.

– Muitos ressaltaram a busca por editais e empresas para financiar as produções.

– As diferenças entre o mercado norteamericano e francês (estendo um pouco para o europeu).

– O futuro das HQs em relação ao digital, como por exemplo, através de leitores como o iPad.

– A evidência de jornalistas e críticos despreparados e muitas vezes falando bobagens sobre as obras.

*

Frases, desabafos, momentos dos palestrantes:

Poli Graciano: sobre a animação no Brasil falou que é mais fácil começar em agências de publicidade, ressaltando que “é difícil, demorado, mas é preciso insistir!”.

Cadu Simões: “Quadrinho é quadrinho. Não importa a mídia”. Explicou que nunca conseguiu levar a sério os super-heróis, por usarem cueca em cima das calças e coisas do tipo. Salientou que muitos confundem quadrinhos autorais com alternativos, mas não tem nada a ver.

Mario Luiz C. Barroso: “No fundo todo leitor de HQ é um grande noveleiro”.

Contou que em conversa com o editor Fernando Lopes este teria dito que 15 anos atrás não faria traduções, pois não havia o google, que hoje ajuda para buscar referências nas obras em tradução.

Felipe Meyer: enfatizou que não basta ter HQs nas bibliotecas, é preciso investir em bibliotecários que possam sugerir as leituras.

Ricardo Manhães: comentou como na França todo e qualquer tipo de HQ vem em capa dura, algo que julga difícil de implementar no Brasil pois iria encarecer muito o material. Disse que os editores franceses não querem vender absurdamente e buscam fazer produto personalizado, além de ter prazos de até 6 meses para criar um álbum, que poderá ficar por 10 anos em venda.

Eddy Barrows: contou que no máximo tem 40 dias pra entregar uma HQ, e que em prazos mais puxados já chegou a fazer 4 páginas por dia. Também falou que nos anos 90 os brasileiros eram vistos com desconfiança pelos editores estrangeiros, principalmente pela falta de ambientação, conhecimento do local de origem do personagem. Contou que a primeira vez que mostrou seu trabalho, o editor perguntou a cidade que havia desenhado, Eddy respondeu Nova York e o editor lhe disse que não era. O motivo: os prédios não eram tão grandes como os arranha-céus de NY, ele havia desenhado com base nas construções da cidade que conhecia Belo Horizonte.

Exposição de escultura de Leandro Chaves.

Altos e baixos do HQCon:

O local: Floripa Music Hall foi um bom lugar, havia espaço para transitar, sem ficar esmagado. Foi a primeira vez que fui num evento e não enfrentei fila pro banheiro!

Comida: só tinha pizza pra comer! (Além de uma estande de guloseimas japonesas, o que acho complicado pra quem não curte muito como eu. Embora um pocky sempre é bem-vindo!). Pro próximo espero mais opções.

Cosplayers: como sou acostumada com eventos de cultura pop japonesa, esperava mais. Não estou reclamando dos que foram fantasiados, mas pensei que ia encontrar mais cosplay e, sobretudo, de histórias não japonesas. A maioria era de animê e games.

Palestrantes e discussões: a programação estava muito boa, e o que mais gostei foi de termos um panorama tanto internacional como regional, ouvindo profissionais de Floripa mesmo, até aqueles que trabalham pro exterior. E também trazendo às mesas jornalistas e pesquisadores acadêmicos de quadrinhos, os quais deram mais amplitude aos debates. Senti falta de alguém falando sobre mangá (em qualquer momento, não exatamente numa mesa sobre o assunto), mas como pesquiso isso, sou suspeita pra falar!

Intervalos e premiações: achei muito legal nos intervalos serem sorteados brindes para quem acertasse uma pergunta relacionada aos quadrinhos e afins. Assim como a premiação dos cosplayers envolverem bolsas de estudo para idiomas e graduação. A brincadeira acabou resultando num investimento cultural, talvez, mais importante do que se fosse em dinheiro. E também palmas para a dupla que tocou durante o desfile cosplay, ficou muito bom o som ao vivo! (Melhor ainda se num próximo tocassem só músicas envolvendo desenhos animados, filmes e relacionados ao evento…)

Horário: o grande ‘porém’ foi o atraso inicial de quase 2 horas que acabou fazendo com que a programação oficial fosse mudada, resultando em um menor tempo de fala para alguns dos palestrantes. Por isso, o evento terminou uma hora depois do previsto.

De forma geral, o HQCon estava muito bom! Quem passou por lá ou ficou durante todo o evento teve o que aproveitar!

Ano que vem tem mais!

Em breve conversa com o organizador, Diego Moreau, descobrimos que a ideia é continuar com o HQCon e mais do que isso expandi-lo para outros estados, especificamente em cidades onde há campus da Universidade Estácio de Sá, patrocinadora do evento, resultando em 2 ou 3 HQCons por ano no Brasil.

Nessa primeira edição, Moreau explicou que ficaram com medo de fazer mais de um dia de atividades, mas que provavelmente no próximo serão mais dias, pra não acontecer de montar uma programação corrida como dessa vez.

Mais do que um encontro, a proposta do HQCon é agregar pessoas, trazer pesquisadores para a discussão e no próprio site disponibilizar espaço para quadrinhistas iniciantes exporem seus trabalhos.

(Créditos das fotos: Giovana S. Carlos e Vivian Santana)

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Atualização (16/08/10)

Resolvi postar aqui alguns links do que está sendo dito em sites e blogs sobre o HQCon, pra quem quiser acompanhar mais:

“hq-con bombou!”, por Rogério Christofoletti (blog Monitorando).

Ajoelhem-se perante ele”, por Romeu Martins (blog Cidade Phantástica).

“Tempos de quadrinhos”, por Marcos Espíndola (blog Diário Catarinense).

“Viva o HQCon!”, por Universo Colecionáveis (blog Universo Colecionáveis).

“Desenhar não é (só) coisa de criança”, por Jacqueline Iensen (site Diário Catarinense).

“Veja as fotos da 1ª HQCon em Florianópolis”, por Stephan Martins (blog Jovem Nerd).

“Fãs de quadrinhos lotam HQCon em Florianópolis”, por Gabriel Rocha (blog Quadriteca)

Atualização (17/08/2010)

“HQCon”, por José – que ganhou brinde por falar o juramento do Lanterna Verde (Blog no Fim do Universo)

“E começou a saga”, por Diego Moreau (site do HQCon)



A nona e o sapato: as peripécias de uma octogenária!

23 Jul

Eis que a minha família resolve pela primeira vez se reunir para comemorar o aniversário da minha avó.

Dona Rosa, ou carinhosamente ‘a véia Rosa’, completava 88 anos e, como ela já está com uma idade bem avançada e não tendo certeza de que haveria uma próxima festa, resolvemos, eu e a Vivian, largar todos nossos projetos e prazos (o que não poderíamos, em teoria, fazer) e viajar mais de 500 Km para a comemoração. “Sacomé, né?!”

Pois, esqueça a imagem de vovó que você tem. A nossa, é a avó do século XXI (se lembra a da “Deu a Louca na Chapeuzinho Vermelho”? É por aí!). Esperávamos encontrar uma senhora já cansada e o que encontramos foi uma velhinha bem disposta, alegre e festeira!

Não se engane: esta é uma octogenária!

A surpresa maior, para toda a família, foi o sapato da nona (“vó” em italiano): item super na moda, cujo salto nem eu, sua netinha jovem (hehehe!), consegue usar!

Por tudo isso, as Irmãs Carlos se juntaram (*risadas maléficas ao fundo*) e fizeram um videozinho sobre o acontecimento. Na festa tinha uma fotografa profissional, mas a Vivian quis registrar o lado B e não sossegou até me convencer a ajudá-la no vídeo!

Como temos descendência italiana (nossos trisavós vieram da Itália) e nossa vó é aquela típica filha de imigrantes do sul do Brasil, cuja família vivia numa colônia italiana (ela própria fala um português puxado pro italiano. Por exemplo: ‘pon’ (pão), ‘non’ (não)…), resolvemos brincar com a ideia de máfia (se eu disser que quando vi “O Poderoso Chefão” me lembrei de algumas coisas da minha família, vocês acreditam?), obviamente, não a parte criminosa, mas de relações familiares de ítalos-whatever!  Então, confiram o vídeo:

Mokonas in PFland

13 Jul

Faz um tempo que eu e a Vivian tiramos umas fotos com os nossos mokonas de pelúcia pela cidade de Passo Fundo. Resolvemos resgatar algumas e fazer uma brincadeirinha, ao estilo crossover do universo CLAMP.  Apesar da qualidade das fotos ser baixa (foram fotografadas pelo celular) e estar bem amador o trabalho, resolvemos não perder a piada!  😛

Então, confira aí a aventura de Larg e Soel em PFland!

(Sugestão: se quiser visualizar melhor cada imagem é só abri-la em uma nova guia/aba)

Para entender algumas referências mais específicas (pra não ficar muito piada interna!):

– Sobre Passo Fundo: informações gerais aqui e aqui. A cidade é capital nacional da Literatura devido à Jornada Nacional de Literatura, além de ser onde mais se lê livros no Brasil.

– Sobre as estátuas: Teixeirinha foi homenageado com a obra pois cantava a música que mais tarde virou hino da cidade, “Gaúcho de Passo Fundo”. Enquanto no Japão foi construída uma estátua de um dos robôs (mechas) do animê Gundam (notícia aqui).

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