Discutindo Quadrinhos no UNIQ

Esta semana participei da primeira edição do Universidade em Quadrinhos (UNIQ), que ocorreu nos dias 9 e 10 de maio, na UFRGS.

A programação contou com várias mesas focadas em diferentes aspectos e etapas da produção de história em quadrinhos, com convidados importantes no cenário nacional e internacional das HQs.

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Foi muito legal poder conhecer novos talentos e pessoalmente algumas figuras que só conhecia através do trabalho, além de aprender sobre os detalhes de bastidores de quem trabalha nesse meio. É relevante destacar que a pesquisa envolvendo HQs também foi tema de uma mesa, gerando uma discussão para o uso de Quadrinhos em outros ambientes como a sala de aula e em projetos assistenciais.

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Mesa “Pesquisar quadrinhos”

Na sexta (10/05), fiz a medição da mesa “editar quadrinhos”, na qual foi possível ver as diferentes experiências e realidades de cada um dos convidados. Um ponto que me foi muito aparente é como o mercado de Quadrinhos demanda um certo empreendedorismo, isto é, do profissional criar projetos próprios e executá-los por conta própria. JM Trevisan, por exemplo, destacou como sua experiência com crowdfunding (financiamento coletivo em plataformas digitais) foi um dos mais bem sucedidos no país, embora não se fale muito nisso.

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Mediação da mesa “Editar quadrinhos”

O evento também inaugurou a exposição “William Blake – O Matrimônio de Céu & Inferno”, obra de Enéias Tavares (roteiro) e Fred Rubim (desenho), que adapta em quadrinhos a obra do poeta e pintor fantástico.

exposição william blake enéias tavares e fred rubim

A visitação é gratuita e pode ser feita até o dia 10 de julho, de segunda a sexta das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h, na Sala Fahrion, na Reitoria da UFRGS, em Porto Alegre.

 

 

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Das pinturas rupestres de Lascaux: uma viagem pelo universo dos quadrinhos

Após muito tempo de espera, é com muito orgulho que apresento para vocês essa obra sobre Histórias em Quadrinhos, na qual contribuo com um artigo em coautoria com a profa. Dra. Adriana Amaral. Nele discutimos a questão do “mangá brasileiro”, ou HQs brasileiras “em estilo mangá”, através da Turma da Mônica Jovem, de Mauricio de Sousa.

Quem tiver interesse em adquirir a obra é só entrar no site aqui.

 

Das pinturas rupestres de Lascaux

Sumário
7 Apresentação

14 Caracterizando o “estilo mangá” no contexto brasileiro: hibridização cultural na Turma da Mônica Jovem
Adriana Amaral e Giovana S. Carlos

35 Um breve olhar teórico sobre histórias em quadrinhos
Álvaro Hattnher

48 Krazy Kat, de George Herriman – o que aquilo significa?
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte

66 Quadrinhos em The Big Bang Theory: a construção de um imaginário nerd
Arnaldo Pinheiro Mont’Alvão Júnior

75 Tiras da Mafalda: um estudo enunciativo
Daniela Raffo Scherer

98 Histórias em Quadrinhos Poético-filosóficas inspiradas por perspectivas Pós-humanas
Edgar Franco

120 A quinta história: três versões de As metamorfoses
Edgar Cézar Nolasco

137 O caso Superman/Matrix: uma Experiência Transmídia de Fronteira
Fábio Fernandes

152 Vida em quadrinhos: uma análise autobiográfica de O sonhador e No coração da tempestade
Leilane Hardoim Simões
Edgar Cézar Nolasco

169 Digicomics: histórias em quadrinhos da Marvel on-line
Quelciane Ferreira Marucci
Edgar Cézar Nolasco

181 Estereoscopia e relação objetal em x-men: significação no quadrinho 3d
Renan Carvalho Kubota 

199 Os brasileiros (apocalípticos e integrados) que leram o Pato Donald
Rodolfo Rorato Londero

Homenagem do Google a Little Nemo in Slumberland

O doodle de hoje homenageia os 107 anos de criação de “Little Nemo in Slumberland“, história em quadrinhos de Winsor McCay. Trata-se de um dos principais quadrinistas do início da arte sequencial no Ocidente.

Continue reading “Homenagem do Google a Little Nemo in Slumberland”

Mangás pela LP&M

Mais uma editora se aventura na publicação de mangás no Brasil.

Através do selo Pocket Mangá, a editora LP&M está lançando este mês os títulos “Aventuras de menino“, de Mitsuru Adachi, e “Solanin“, de Inio Asano. Ambos possuem 216 páginas e custam 15 reais. 

O mais interessante parece ser a perspectiva de publicações voltadas para um público mais adulto, ou pelo menos, não infanto-juvenil. O que acho muito positivo, afinal, os leitores brasileiros de mangá amadurecem, mas a oferta de títulos mais maduros (seinen, josei…) não os acompanham.

Li a notícia no Shoujo Café e não me contive em vir aqui compartilhar! 

Nietzsche em mangá e HQ

Só agora fiquei sabendo: no dia 2 de maio começou a ser lançada no Japão a série “Tonari no Zarathustra” (Meu vizinho Zaratustra), de Hideki Owada, na revista Business Jump #11.

Conforme o Manga-News, o mangá “mistura filosofia e humor. O mangaká vai nos dar suas próprias interpretações dos pensamentos de Nietzsche”.

Tá aí uma coisa que eu queria muito ler, mas dificilmente um scanlation vai traduzi-lo, muito menos uma editora brasileira publicá-lo.

Aliás, já me deparei com a figura de Nietzsche em algum mangá, mas não lembro qual… Fazendo uma rápida busca, encontrei esse post sobre a série “Warau Kanako-sama” (que não conhecia) e uma das páginas do mangá o cita.

Encontrei também sua obra mais famosa adaptada em um mangá, do Japão mesmo, mas traduzido para o espanhol: “Así habló Zaratustra”. A obra foi lançada em abril deste ano pela editora Herder. Você pode ler aqui uma resenha da obra e visualizar aqui as primeiras páginas.

No Brasil, temos a adaptação “Assim falava Zaratustra – dos céus aos quadrinhos”, de Thaís dos Anjos, lançada em 2010 pela editora Devir.

Prévia de uma das páginas.

Além disso, também há uma obra que não chega a ser HQ, mas que traz muitas ilustrações com balões de fala:Apresentando Nietzsche, texto de Laurence Gane e arte de Piero, publicado em 2006.

Pra quem não conhece nada do filósofo pode ser um bom começo porque é bem didático, tem texto simples, e como o nome diz é uma apresentação.

Ah, e é claro, que eu não podia finalizar este post sem colocar a imagem abaixo!! 

Se você conhece mais alguma versão, cite-a nos comentários!

CQC ganha versão em quadrinhos na Turma da Mônica

No começo de 2011 será lançada uma revista da Turma da Mônica com histórias envolvendo o programa CQC.

Hoje foi disponibilizado no Twitpic do Maurício de Souza uma prévia de 8 páginas do crossover da turminha e o pessoal do “CQLê’  (‘Marcelo Taça’, ‘Marco Muque’, ‘Girafinha Bastos’  e os outros integrantes do programa).

A ideia do crossover partiu da Marina Sousa, filha do Maurício, que vem ajudando o pai na “área de avaliação de roteiros”, como tuitou o próprio.

O que me chamou a atenção é de que a história se passa com os personagens crianças e não com a Turma da Mônica Jovem, cujas idades já estariam mais aproximada da faixa etária do programa (tanto os personagens como os leitores de TMJ como telespectadores)… Enfim, as páginas estão abaixo para quem quiser ler.


Personagens de Maurício e Tezuka em crossover no Brasil

No começo do ano já circulava a notícia sobre Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, fazer um crossover entre seus personagens e os de Osamu Tezuka (considerado o Deus do Mangá). Havia até uma data de lançamento, junho deste ano, mas nada aconteceu.

Nessa semana o quadrinista brasileiro postou em seu Twitter algumas fotos da negociação com a Tezuka Productions, ocorrida recentemente em Tóquio. Ou seja, está mais perto de chegar às nossas bancas as histórias da Turma da Mônica com os personagens de Astro Boy, Kimba – o leão branco e A Princesa e o Cavaleiro.

"Encontro com o presidente da TEZUKA PRODUCTIONS, sr. takayuki matsutani, na sede da empresa".
"O presidente da TEZUKA PRODUCTIONS vê pranchas de projeto que prevê interação de seus personagens com TMJ".

(Fotos e legendas retiradas de aqui. No mesmo link há outras fotos da viagem de Maurício pela Ásia.)


Além do lançamento brasileiro, conforme o site ipcdigital.com, “outro projeto da Maurício de Sousa Produções é o lançamento da Turma da Mônica Jovem em japonês e a volta do dinossauro Horácio ao Japão através do jornal Ichigo, publicado pela Sanrio, empresa criadora da Hello Kitty entre outros personagens”. (Lembro-me de ler em entrevista Maurício contando que a Mônica nunca conseguiu fazer sucesso no Japão, e julgava ser por causa da personagem, feminina, sempre bater nos meninos, ou seja, nunca ficar numa posição inferior ao masculino, o que não é exatamente um comportamento muito aceito por lá. Talvez, com a turminha adolescente, o público japonês reaja diferente).

A ideia do crossover não é recente. Teria surgido ainda na década de 80, quando os dois quadrinistas se encontraram (leia mais sobre o encontro de ambos, pelo próprio Maurício, aqui e aqui). Porém com o falecimento de Tezuka, a parceria só foi retomada agora.

Personagens de Tezuka e Maurício

Obs.: Alguém duvida que o lançamento do crossover será recorde de venda no país? Se a Turma da Mônica Jovem já vende muito e tem uma alta tiragem, imagine com os personagens de Tezuka!

Graphic novels em debate

O Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília promove a 1ª Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos. Conforme apresenta o blog do Grupo, a proposta é “se debruçar sobre algumas dessas obras de grande repercussão, utilizando-se de elementos da crítica literária contemporânea para analisá-las e promover um debate que permita uma melhor compreensão de seu alcance no campo literário”.

A Jornada acontece no dia 2 de setembro, das 9 às 18 horas, no Auditório Agostinho da Silva – Departamento de Teoria Literária e Literaturas, na UnB. Inscrições podem ser feitas até o dia 31 de agosto pelos email: jornadaromancesgraficos@gmail.com.


Programação (02/09/10)


9h às 12h

O passado no futuro: opressão de gênero e resistência em Persépolis, de Marjani Satrapi e Aya de Yopoung, de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie – Vania M. F. Vasconcelos

Para além do diagnóstico: traçados de subversão em Epiléptico, de David B. – Ludimila Moreira Menezes

O discurso autobiográfico nos romances gráficos Retalhos, de Craig Thompson, e Epiléptico, de David B. – Maria Clara Dunck Santos

A poética do detalhe: retratos da resistência em Maus e PersépolisLarissa Silva Nascimento

Valsa com Bashir: experiência, memória e guerra – Pablo Gonçalo Pires de Campos Martins


14h às 15h45

O silêncio dos imigrantes: de Rawet a Shaun Tan – Gabriel Antunes

A construção de um país em Crônicas Birmanesas, de Guy Delisle –Humberto Brauler Rodrigues Pereira

Identidade e migração: uma leitura de O chinês americano, de Gene Yang – Stella Montalvão


16h às 18h

O que realmente importa? Memória e subjetivação da arte em Le combat ordinaireLaeticia Jensen Eble

A identidade em quadrinhos: a construção de si em Persépolis, de Marjane Satrapi, e Fun Home, de Alison Bechdel – Ligia Diniz

Memórias fraturadas: passado, identidade e imaginação em Borges e Mutarelli – Pedro Galas Araújo

Vamos ler quadrinhos, Brasil!

O quadrinista Alexandre Nagado iniciou ontem (20/08) uma campanha para formar novos leitores de histórias em quadrinhos no Brasil. O motivo é a sua constatação de que as HQs cada vez mais se distanciam da comunicação de massa concentrando-se em nichos fechados e específicos, deixando uma boa parte das pessoas sem ao menos saber direito sobre essa mídia e, portanto, sem consumi-la.

A campanha é simples. Nagado pede aos leitores de seu blog para espalharem uma tira em quadrinhos que explica rapidamente sobre HQs (do conteúdo não ser só infantil, de ser encontrável em livrarias e bancas), enfim, esclarecendo e convidando o “não-iniciado”, como o autor chama, a conhecer e ler quadrinhos.

O texto escrito por Nagado explicando a campanha pode ser acessado aqui.

Para baixar a tira, clique aqui.

Tira incentiva a leitura de HQs para desconhecedores de quadrinhos.

Gostou da ideia? Então faça suas redes sociais terem alguma utilidade maior do que pessoal(!): deixe scraps, escreva no mural, ‘tuite’ e dê RT, faça postagens, enfim… Passe adiante essa mensagem! 😉

Frank Miller dirige filme publicitário para perfume

Acredito que a maioria concorda em dizer que atualmente as histórias em quadrinhos estão na moda. E muito provavelmente isso se deva às adaptações de HQs para o cinema (feitas principalmente de 2000 pra cá, sendo muitas de Stan Lee – Homem aranha, X-men, Hulk ; Sin City e 300 de Miller; e até de mangá/animês: Dragon Ball e Speed Racer).

Entretanto, Frank Miller foi além: não só teve sua obra adaptada, como tornou-se diretor de cinema. Agora sim, mais do que nunca, podemos fazer uma ligação muito maior entre quadrinhos e moda, pois a nova peça publicitária do perfume feminino da Gucci leva a sua assinatura. Trata-se de Gucci Guilty.

Uma prévia do comercial (ou trailer do filme) já pode ser vista na internet, cuja exibição completa será feita online no dia 24/08 (terça-feira) e, no dia seguinte na TV. Além disso, em setembro, será transmitida uma versão do diretor durante o Video Music Award (VMA) da MTV.

Para acessar a página oficial do Gucci Guilty é só clicar aqui.

Não sei se to forçando a barra, mas vocês não acham que o carro dirigido pela mulher, interpretada por Evan Rachel Wood, é parecido com o do Speed Racer???!!