Fanthum: Ficção Especulativa em Debate

Para quem gosta de literatura especulativa e de fantasia, o próximo sábado deve ser reservado na agenda, pois acontece o Fanthum: Ficção Especulativa em Debate!

Organizado pela coordenação e alunas da Escrita Criativa da PUC/RS, o evento pretende “promover debates sobre as literaturas de fantasismo através de encontros com convidados”, estabelecendo diálogo entre a ficção especulativa e a academia brasileira.

evento fanthum - literatura fantástica - literatura especulativa - palestra as figurações do fantástico na literatura popular feminina - Giovana Carlos

O primeiro palestrante é o roteirista norte-americano Christopher Kastensmidt, que falará sobre o folclore brasileiro na criação literária. Radicado em Porto Alegre desde 2001, é roteirista principal do desenho animado “Starlit Adventures” (em produção) e outros projetos de desenhos e games. Também é autor de livros, contos e quadrinhos publicados em vários idiomas. Sua obra mais conhecida é o mundo ficcional “A Bandeira do Elefante e da Arara”, cujas histórias renderam uma indicação para o Prêmio Nebula (EUA) e vários outros prêmios. Foi fundador do Concurso Hydra e cofundador da Odisseia de Literatura Fantástica, além de lecionar no curso de jogos digitais da UniRitter.

Após, falarei sobre as figurações do fantástico na literatura popular feminina, apresentando parte da minha pesquisa para a tese de doutorado, que envolve a literatura produzida e lida por mulheres. Para quem não me conhece, sou doutora em Comunicação pela Unisinos, jornalista e social media. Nos últimos anos venho realizando pesquisas que envolvem a cultura de fãs e, durante o doutorado, foquei na relação de fãs (influenciadoras digitais) com o mercado literário brasileiro. Ente 2017 e 2018, com bolsa da Fulbright, fiz parte da pesquisa em Chicago, onde pude também observar a realidade do mercado editorial norte-americano.

O evento é gratuito e acontece na Galeria Hipotética, em Porto Alegre.

Para quem quiser certificado, é só se cadastrar aqui.

A organização é de Bernardo José de Moraes Bueno, doutor em Creative and Critical Writing (University of East Anglia), Mestre em Letras (PUCRS), professor da Escola de Humanidades da PUCRS. Eduarda Abrahão de los Santos e Vitória Almeida Fonseca, mestrandas do PPG Letras – Escrita Criativa – PUCRS

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Discutindo Quadrinhos no UNIQ

Esta semana participei da primeira edição do Universidade em Quadrinhos (UNIQ), que ocorreu nos dias 9 e 10 de maio, na UFRGS.

A programação contou com várias mesas focadas em diferentes aspectos e etapas da produção de história em quadrinhos, com convidados importantes no cenário nacional e internacional das HQs.

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Foi muito legal poder conhecer novos talentos e pessoalmente algumas figuras que só conhecia através do trabalho, além de aprender sobre os detalhes de bastidores de quem trabalha nesse meio. É relevante destacar que a pesquisa envolvendo HQs também foi tema de uma mesa, gerando uma discussão para o uso de Quadrinhos em outros ambientes como a sala de aula e em projetos assistenciais.

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Mesa “Pesquisar quadrinhos”

Na sexta (10/05), fiz a medição da mesa “editar quadrinhos”, na qual foi possível ver as diferentes experiências e realidades de cada um dos convidados. Um ponto que me foi muito aparente é como o mercado de Quadrinhos demanda um certo empreendedorismo, isto é, do profissional criar projetos próprios e executá-los por conta própria. JM Trevisan, por exemplo, destacou como sua experiência com crowdfunding (financiamento coletivo em plataformas digitais) foi um dos mais bem sucedidos no país, embora não se fale muito nisso.

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Mediação da mesa “Editar quadrinhos”

O evento também inaugurou a exposição “William Blake – O Matrimônio de Céu & Inferno”, obra de Enéias Tavares (roteiro) e Fred Rubim (desenho), que adapta em quadrinhos a obra do poeta e pintor fantástico.

exposição william blake enéias tavares e fred rubim

A visitação é gratuita e pode ser feita até o dia 10 de julho, de segunda a sexta das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h, na Sala Fahrion, na Reitoria da UFRGS, em Porto Alegre.

 

 

Eventos literários em julho/16

02 de julho – Lançamento do livro: O Despertar do Lírios, de Babi A. Sette

O encontro acontece na livraria Cultura do shopping Bourbon Country, às 15 horas.

A autora estará presente e haverá sorteio de muitos brindes legais, como os da foto abaixo.

Quem quiser mais informações, é só acessar a página do evento em:

https://www.facebook.com/events/618820224937352/?ti=icl

23 de julho – Sacudindo a Literatura: vamos falar de thrillers? 

Informações: https://www.facebook.com/events/234854976895659/?ti=icl

(Assim que voltar de viagem eu escrevo melhor essa agenda, mas o aviso está dado para ninguém ficar desinformado e já ir se programando!)

Eventos literários em junho|16

Bom, como alguns me pediram, vou começar a divulgar aqui no blog os encontros envolvendo livros, autores, editoras e afins desse mundo literário que estão acontecendo aqui em Porto Alegre. Não estranhe se alguns são mais voltados à cultura pop, e você só conhecia pelo filme, porque é mais comum do que parece.

Este mês, junho, já aconteceram alguns, como o encontro sobre o autor David Levithan e o Mochilão da Record, mas ainda dá tempo pra ir em outros, para quem se interessar:

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Mochilão Record 2016 – PoA

No último domingo, 5 de junho, aconteceu na livraria Cultura do shopping Bourbon Country, em Porto Alegre, o Mochilão Record. O evento que acontece em várias capitais do Brasil tem esse nome, pois os organizadores pedem para levar mochila porque os participantes ganham muitos livros de brinde, além dos sorteios e descontos acontecendo na livraria com os títulos da editora. Eu só ganhei o que está na foto abaixo, mas muitos saíram de lá com mais livros e duas sortudas ganharam “cheque-livros” no valor de 250 reais cada.

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Anime Festival Party 2013 em Belo Horizonte

Nos dias 17 e 18 de maio aconteceu na capital mineira o Anime Festival Party e pela primeira vez consegui ir a um animecontro que não seja o Anime Friends, em São Paulo, ou no sul do país, o que faz aumentar meu conhecimento sobre esse cenário de cultura pop no país.  

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Semana do Audiovisual em Viçosa

Durante esta semana está acontecendo em Viçosa a Semana do Audiovisual (SEDA). A iniciativa é do Coletivo 103, formado por universitários que pretendem fomentar a cultura na cidade. Neste evento, o foco está no audiovisual, embora a proposta a longo prazo é de trabalhar com mais frentes, como a música e a literatura (confira aqui).

A programação conta com oficinas, mesas de debates, apresentações de teatro e música,  além é claro, de exibições de filmes de ficção e documentários. Na segunda de manhã, iniciei a programação ministrando a oficina “Introdução ao documentário” e foi muito bom ver pessoas de diferentes áreas, como geografia e arquitetura, se mostrarem a fim de cinema. A discussão foi muito boa! Também fico feliz, em poder ver a produção dos alunos de Jornalismo da UFV terem espaço para exibir seus trabalhos, que muitas vezes ficam engavetados, independentemente da qualidade. 

Para quem não sabia da SEDA, não tem problema, pois ainda tem muita coisa acontecendo até o sábado. A programação completa pode ser acessada aqui. Aproveite!

CineCom – cinema para todos

Se você gosta de assistir filmes no telão, sem faltar uma pipoca (claro!), a partir de agora já pode reservar um domingo por mês em 2012.

O CineCom, realizado pelo Departamento de Comunicação da UFV com apoio cultural do SICOOB UFVCredi, traz a Viçosa/MG filmes de diferentes gêneros uma vez por mês, sempre aos domingos e de graça.  O projeto inicia neste final de semana sua primeira sessão com “Casablanca”. 

Dirigido por Michael Curtis e protagonizado por Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, “Casablanca” é um clássico do cinema norte-americano premiado com vários oscars. Sua importância e apelo são tantos que em 16 de maio de 2012, em comemoração aos seus 70 anos, o Facebook realizou sua primeira exibição coletiva ao transmiti-lo ao vivo, apenas nos Estados Unidos.

Para você que ainda não assistiu esse filme ou quer revê-lo, venha para o gramado das 4 pilastras da UFV com seus amigos e familiares. Nós damos a pipoca, você traz seu banquinho! 

RPG, otakus e demais nerdismos em Viçosa

Uma das coisas que tem me surpreendido aqui em Viçosa/MG é a quantidade grande de fãs da cultura pop japonesa, além da presença da própria cultura japonesa na cidade (que é pequena, tem em torno de 72 mil habitantes). Mesmo com um problema sério de internet (de sinal/abrangência e de velocidade), nerds e otakus são comuns na cidade (e nas minhas aulas, o que adoro!). 

Enfim, no último final de semana (17 e 18 de março), aconteceu o XVII Encontro de RPG de Viçosa,  na Biblioteca da Universidade Federal de Viçosa. Além do Role Playing Game, o evento contou com exibições de animês, concurso cosplay, oficinas de mangá e origami. Foi muito bacana poder ver a manifestação do pop nipônico por aqui! A baixo seguem algumas imagens que consegui registrar do evento, público e cosplayers. Quem tiver interesse, tem mais fotos no Flickr do blog.

O digital e a tecnologia no 2º dia de Jornada Nacional de Literatura

 De fato, foi nesta terça-feira que iniciou a Jornada, já que começaram as mesas de debates, conferências e demais discussões a cerca da Literatura envolvendo as questões do tema deste ano (linguagem, redes e mídia). Neste dia, teve destaque o papel das tecnologias, principalmente do computador e da internet.

A seguir, confira um resumo das principais falas do dia.

Debate: “Literatura e arte na era dos bits”

Peter Hunt

Abordou como a Literatura vem sofrendo mudanças, principalmente em sua forma e alertou para a necessidade de mudar o jeito como compreendemos uma história, pois cada vez mais ela deixa de ser linear para ser contada em pedaços, em diferentes plataformas. Exemplificou com o livro Crepúsculo o qual, na edição em língua inglesa, apresenta ao final propagandas do DVD, o álbum da trilha sonora do filme, sites… Enfim, me lembrei muito em sua fala da questão da transmídia, que conheço pelo Henry Jenkins, mas em nenhum momento ele usou este ou outro termo mais específico.

 Mauricio de Sousa

Contou como planejou desde o começo de sua carreira atuar em diferentes setores (impresso, audiovisual e até parques temáticos). Para isto, estudou como funcionava o mercado norte-americano de HQs antes de iniciar tal empreitada. E ainda salientou que demorou, mas está conseguindo, estando na metade do caminho ainda! Hoje seu estúdio possui uma demanda mundial e conta com cerca de 200 artistas. O que mais chama a atenção dos editores estrangeiros é a “filosofia de seus personagens” (não consumistas, voltados para a família, camaradagem e ética).

Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é a Mônica que mais vende no exterior e sim, Ronaldinho Gaúcho. Inclusive, Mauricio comentou que o personagem possui expressões típicas do Rio Grande do Sul, como o “Bah”, que não são traduzidas (por não haver similares) e estão espalhando pelo mundo (32 línguas para ser exata) esses gauchismos. Enquanto isso, no Brasil, a Turma da Mônica Jovem teve tiragem de 500 mil exemplares na edição em que Mônica e Cebolinha começam a namorar.

O quadrinista também comentou que por 20 anos seu desejo era fazer livros, mas que somente com a editora atual, a Panini, isto foi possível. Nos últimos 3 anos acumulou 174 publicações e mais estão pra vir. Revelou em primeira mão na Jornada uma parceria com Ziraldo. No twitter, Sidney Gusman explicou melhor: “a Melhoramentos lançará na Bienal um livro escrito pelo Ziraldo e desenhado por ele. E em 2012, trocam-se os papéis: Ziraldo ilustra um livro escrito por @mauriciodesousa. Baita projeto, hein?”. Além disso, cogita a possibilidade de fazer uma versão da Turma adulta, porém com histórias acontecendo de forma cronológica, isto é, envelhecendo com os leitores.

 Giselle Beiguelman

Trouxe para a discussão o QR code, no que ela descreve como algo para o leitor em trânsito e destaca como hoje somos desafiados a ler enquanto fazemos outras coisas e a presença de uma geração acostumada a distribuir a sua atenção.

Apresentou esse vídeo sobre o possível futuro (em 2014) da evolução das telas em nosso cotidiano:

 

Marcia Tiburi

Sem ser demasiadamente pessimista em relação às tecnologias, tampouco otimista, advertiu para cautela e convidou à adesão de uma “ética do passo atrás”, numa valorização da imaginação e sonhos.

Pensar sobre a existência é algo que a atrai, portanto, pensar o que é a vida digital, lhe rendeu algumas respostas: A vida vira informação e esquece a formação. Vira bits e se se esquece dos átomos. Vive-se da simulação, não mais da verossimilhança. É um mundo em que vamos perdendo a conexão com o próprio corpo. E tudo parece se resolver nas pontas dos dedos.

Sobre arte, citou como o conceito é antigo e difícil de aplicar, sendo por vezes usado num sentido estético ou/e político. Para ela, prefere falar sobre o “mundo das coisas” ao invés de “artes”, sendo algo que desperta nossa percepção (contrário à distração).

Ao fim do debate, o Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar conduziu os participantes da lona principal até a praça de alimentação e apresentou o "Cortejo espetáculo: banda circense".

Conferência com Pierre Lévy

 Com o tema “Horizontes do conhecimento na era digital”, Lévy apresentou seu projeto metalinguístico, denominado pelo próprio como utópico.

Na mídia digital ainda usamos sistemas de escrita das mídias estáticas, portanto, para Lévy novas formas de escrita devem surgir desse meio. Assim, propõe a IEML (Information Economy Metalanguage) planejada “para explorar todos os recursos de memória e de cálculo do meio digital para o benefício da pesquisa em ciências humanas. […] a IEML pode servir como uma metalinguagem para a categorização dos dados, a hipertextualização automática dos dados categorizados, o arranjo de informações em circuitos semânticos e o cálculo automático de vias e distâncias entre os itens de informação […] Ler em IEML significa realizar análises comparativas automatizadas de estruturas semânticas e extrair informação sobre os fluxos canalizados por essas estruturas” (citação retirada do jornal O Mundo da Leitura, entregue junto ao material da Jornada, originária do livro “The Semantic Sphere: computation, cognition and information economy”, 2011).