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Das pinturas rupestres de Lascaux: uma viagem pelo universo dos quadrinhos

8 Set

Após muito tempo de espera, é com muito orgulho que apresento para vocês essa obra sobre Histórias em Quadrinhos, na qual contribuo com um artigo em coautoria com a profa. Dra. Adriana Amaral. Nele discutimos a questão do “mangá brasileiro”, ou HQs brasileiras “em estilo mangá”, através da Turma da Mônica Jovem, de Mauricio de Sousa.

Quem tiver interesse em adquirir a obra é só entrar no site aqui.

 

Das pinturas rupestres de Lascaux

Sumário
7 Apresentação

14 Caracterizando o “estilo mangá” no contexto brasileiro: hibridização cultural na Turma da Mônica Jovem
Adriana Amaral e Giovana S. Carlos

35 Um breve olhar teórico sobre histórias em quadrinhos
Álvaro Hattnher

48 Krazy Kat, de George Herriman – o que aquilo significa?
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte

66 Quadrinhos em The Big Bang Theory: a construção de um imaginário nerd
Arnaldo Pinheiro Mont’Alvão Júnior

75 Tiras da Mafalda: um estudo enunciativo
Daniela Raffo Scherer

98 Histórias em Quadrinhos Poético-filosóficas inspiradas por perspectivas Pós-humanas
Edgar Franco

120 A quinta história: três versões de As metamorfoses
Edgar Cézar Nolasco

137 O caso Superman/Matrix: uma Experiência Transmídia de Fronteira
Fábio Fernandes

152 Vida em quadrinhos: uma análise autobiográfica de O sonhador e No coração da tempestade
Leilane Hardoim Simões
Edgar Cézar Nolasco

169 Digicomics: histórias em quadrinhos da Marvel on-line
Quelciane Ferreira Marucci
Edgar Cézar Nolasco

181 Estereoscopia e relação objetal em x-men: significação no quadrinho 3d
Renan Carvalho Kubota 

199 Os brasileiros (apocalípticos e integrados) que leram o Pato Donald
Rodolfo Rorato Londero

Anime Festival Party 2013 em Belo Horizonte

28 Maio

Nos dias 17 e 18 de maio aconteceu na capital mineira o Anime Festival Party e pela primeira vez consegui ir a um animecontro que não seja o Anime Friends, em São Paulo, ou no sul do país, o que faz aumentar meu conhecimento sobre esse cenário de cultura pop no país.  

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Homenagem do Google a Little Nemo in Slumberland

15 Out

O doodle de hoje homenageia os 107 anos de criação de “Little Nemo in Slumberland“, história em quadrinhos de Winsor McCay. Trata-se de um dos principais quadrinistas do início da arte sequencial no Ocidente.

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Fãs e cultura pop japonesa na Intercom 2012

31 Jul

Desde o ano passado venho relacionando os artigos sobre fãs e cultura pop japonesa na Intercom (veja aqui). Este ano não é diferente. E comparando, de lá pra cá, a quantidade de artigos de ambos temas parece manter uma certa média. Ou seja, está constante. Veja abaixo a relação dos artigos:

 

Sobre fãs

Estudo sobre Fãs de Telenovela Brasileira e sua representação modelar em “Cheias de charme” – Silvia TORREGLOSSA e Adriano Miranda Vasconcellos de JESUS

 

Mediadores de Ficção Seriada Televisiva: O Universo dos Fãs no Circuito de Produção, Apropriação e Construção de Significado – Mariana FLORITO

 

Novas formas de comunicação sonora na cultura da convergência: os podcasts produzidos por fãs na narrativa transmídia – Adriana Corrêa Silva PORTO

 

A criação de comunidades online de fãs: um estudo da série britânica “Doctor Who” – Thaís de Auxílio

 

Haters gonna hate: como funciona o sistema de disputas entre fãs e antifãs da banda Restart – Camila Franco Monteiro

 

A Majestade do Fandom: a Cultura e a Identidade dos Fãs – Andressa SOUZA e Helena MARTINS

 

 

Sobre cultura pop japonesa

Breve Percurso da Produção Televisual Japonesa: desafios e soluções – Misaki TANAKA e Beatriz Santos SAMARA

 

Desenho animado japonês: histórico e características – Priscila Kalinke da SILVA e Fátima Maria NEVES

 

A Influência da Cultura Pop Japonesa nas Colunas Zona Otaku (Diário Do Nordeste) e J-Pop (O Povo) – Cleidinaldia Maia Rodrigues e Joana D’arc Dutra

 

A divulgação cultura pop japonesa em redes sociais na internet – Natália Marques Cavalcante de Oliveira e José Riverson Araújo Cysne Rios

 

E, por último, um artigo sobre o mundo nerd que, como sabemos, se relaciona muito com esse universo de fã e pop japonês. 


De vergonha a orgulho: Consumo, capital simbólico e a ressignificação midiática da cultura nerd – Patrícia MATOS

 

A Intercom acontece em setembro deste ano em Fortaleza. Mais informações aqui.

RPG, otakus e demais nerdismos em Viçosa

21 Mar

Uma das coisas que tem me surpreendido aqui em Viçosa/MG é a quantidade grande de fãs da cultura pop japonesa, além da presença da própria cultura japonesa na cidade (que é pequena, tem em torno de 72 mil habitantes). Mesmo com um problema sério de internet (de sinal/abrangência e de velocidade), nerds e otakus são comuns na cidade (e nas minhas aulas, o que adoro!). 

Enfim, no último final de semana (17 e 18 de março), aconteceu o XVII Encontro de RPG de Viçosa,  na Biblioteca da Universidade Federal de Viçosa. Além do Role Playing Game, o evento contou com exibições de animês, concurso cosplay, oficinas de mangá e origami. Foi muito bacana poder ver a manifestação do pop nipônico por aqui! A baixo seguem algumas imagens que consegui registrar do evento, público e cosplayers. Quem tiver interesse, tem mais fotos no Flickr do blog.

Mangás pela LP&M

22 Nov

Mais uma editora se aventura na publicação de mangás no Brasil.

Através do selo Pocket Mangá, a editora LP&M está lançando este mês os títulos “Aventuras de menino“, de Mitsuru Adachi, e “Solanin“, de Inio Asano. Ambos possuem 216 páginas e custam 15 reais. 

O mais interessante parece ser a perspectiva de publicações voltadas para um público mais adulto, ou pelo menos, não infanto-juvenil. O que acho muito positivo, afinal, os leitores brasileiros de mangá amadurecem, mas a oferta de títulos mais maduros (seinen, josei…) não os acompanham.

Li a notícia no Shoujo Café e não me contive em vir aqui compartilhar! 

Divulgado teaser do filme “You’re my pet”

8 Set

Começou a circular hoje o teaser do filme adaptado do mangá “Kimi wa pet”, de Ogawa Yayoi. Confira:

Já faz tempo que acompanho as notícias a cerca dessa versão coreana, pois o mangá é um dos meu preferidos e acredito que tem tudo pra ser uma versão boa devido à atuação de Jang Geun Suk, que ficará perfeito no papel do protagonista!

Pra quem não conhece, a história é sobre uma jornalista que enfrenta problemas no trabalho e no amor (por ter boa formação acadêmica e ser forte – ou seja, causando inferioridade em alguns homens). Num certo dia, voltando do trabalho, ela encontra um homem desacordado dentro de uma caixa, como um cão abandonado, e o leva pra casa. E pra resumir, numa fala acaba dizendo que o cara só pode ficar em sua casa  se ele for o seu cão de estimação. Daí o nome dessa história: “Você é meu animal de estimação”.

Além do filme coreano, o mangá também já foi adaptado para um dorama japonês (mais informações aqui). 

Mais informações sobre o enredo acesse aqui.

Leia o mangá, em inglês, aqui.

Fãs e cultura pop japonesa na Intercom 2011

17 Ago

Este ano me chamou a atenção o volume de artigos sobre fãs e cultura pop japonesa na Intercom, congresso de Comunicação que acontece em Recife, de 2 a 6 de setembro.

Ontem relacionei no blog Bibliografia de pesquisas sobre fãs e fandoms os trabalhos sobre fãs, além de relacionados ao mundo pop, geek e nerd, então confira a lista aqui.

A seguir os trabalhos envolvendo cultura pop japonesa:

Ficção televisual japonesa de longa duração: um pouco de tudo, mas diferente de todos

MISAKI TANAKA (UFPB)

Entre os programas televisuais do Japão, há um ficcional de duas horas de duração, que tem as mulheres casadas com idade acima de 40 anos como público primário, considerado uma das marcas das produções televisuais daquele pais. Este trabalho destaca alguns aspectos que se repetem em todos os programas desse gênero, como o esquema básico e o uso dos planos, apontando as suas características e diferenciais em relação a outros ficcionais. (DIA 6 | 9h – 10h45 | Local: Bloco G4 | Sala 002)

Produção independente e reprodução subalterna de mangá na cibercultura

Tatiane Hirata (UFMT), Yuji Gushiken (UFMT)

As histórias em quadrinhos japonesas – chamadas de mangás – e sua contraparte independente, chamada de doujinshi, possuem, além da circulação oficial em forma de revistas impressas ou conteúdo digital pago, uma circulação digital e não licenciada engendrada pelos próprios fãs. Reunidos sob a prática do scanlation (digitalização e tradução), os fãs espalhados pelo mundo reinventam os processos de re-produção, circulação e consumo de mangá neste período marcado pelos processos de convergência midiática e demandas por formas sempre renovadas de rituais de sociabilidade no anonimato urbano. Relata ainda os modos como no capitalismo a produção de valor simbólico tende a torna-se produção de valor econômico na medida em que práticas midiáticas ditas ilegais tornam-se normativamente em trabalho. Este artigo se constitui na perspectiva dos estudos da comunicação como ciência da cultura. (DIA 6 | 9h – 12h | Local: Bloco G | Sala 509)

Mangá, anime e violência: o bullying e a cultura pop japonesa.  

Fernando Rizzaro de Almeida (ICICT Fiocruz)

O objetivo deste trabalho é analisar a violência contra crianças e adolescentes, em especial sob a forma de bullying e a possível relação existente entre violência e o consumo de produtos da cultura pop japonesa. Na primeira seção, é feita a definição de violência sob diversos prismas, em especial Etienne Krug (representando a OMS) e Anthony Arblaster. A segunda seção abarca a definição de mangá e anime segundo Cristiane Sato e Scott McCloud, suas características e relação com violência. A terceira, e última, seção discute as implicações da cultura pop japonesa na sociedade hodierna. (DIA 6 | 9h – 12h | Local: Bloco G | Sala 607)

Mangá: Moderna Tradição da Comunicação por Imagens

Taís Marie Ueta (UFMT), Yuji Gushiken (UFMT)

O mangá (quadrinhos japoneses) é um dos produtos da cultura pop japonesa mais difundidos e consumidos entre jovens e adultos, particularmente ao final do século XX, para além das fronteiras japonesas. Neste artigo, narra-se a trajetória do mangá para atingir o status de fenômeno global. Em seguida, pontua-se a caracterização visual do mangá, que evoca uma já histórica dimensão imagética dos processos comunicacionais na cultura japonesa, o que inclui a tradição da escrita. Também é abordada a hipótese de como o sucesso dos quadrinhos japoneses tem relações diretas com a demanda por imagens característica da contemporaneidade. O artigo é escrito na perspectiva teórica da comunicação como ciência da cultura. (DIA 6 | 14h – 18h | Local: Bloco G | Sala 509)

Na Intercom Júnior, infelizmente, não são disponibilizados os resumos:

Os fãs e os Doramas: a cultura participativa no processo de difusão e colaboração no ciberespaço

Andreza Jackson de VASCONCELOS (Universidade Federal do Pará)

(4 de setembro | 9h – 12h | BLOCO B – SALA 503)

Uma análise das estratégias comunicacionais utilizadas durante o jogo “Pokémon”

Irina Coelho MONTE (Universidade Federal do Piauí)

(6 de setembro | 9h – 12h | BLOCO B – SALA 503)

O seguinte, apesar de não ser especificamente sobre, traz em seu título referência à cultura pop japonesa:

Olha a roupa de pokebola da Fátima Bernardes: significações do figurino telejornalístico através dos comentários do twitter

Agda Patrícia Pontes de Aquino (UFPB)

Este trabalho busca na rede social twitter uma forma de observar a nova relação disposta entre os espectadores e os conteúdos televisuais, em especial o telejornal. Comentários e apontamentos que antes poderiam ficar restritos ao ambiente familiar, individual ou de grupos específicos, agora passam a ser difundidos e massificados, além de colaborarem com a movimentação de públicos que transitam entre a Internet e a televisão convencional. O figurino dos apresentadores do Jornal Nacional, da Rede Globo, serve de ilustração para colaborar no entendimento do novo papel que os jornalistas de TV assumem na sociedade contemporânea. Através dos comentários do twitter identificamos a multiplicidade de significações que o público pode produzir com relação a esses conteúdos imagéticos, além de apontar para um novo entendimento do papel do figurino na composição da imagem do profissional de TV. (DIA 6 | 9h – 12h | Local: Bloco G | Sala 509)

A lista completa dos trabalhos pode ser acessada aqui.

Agora é esperar disponibilizarem os artigos para que possamos lê-los! 

Nietzsche em mangá e HQ

6 Maio

Só agora fiquei sabendo: no dia 2 de maio começou a ser lançada no Japão a série “Tonari no Zarathustra” (Meu vizinho Zaratustra), de Hideki Owada, na revista Business Jump #11.

Conforme o Manga-News, o mangá “mistura filosofia e humor. O mangaká vai nos dar suas próprias interpretações dos pensamentos de Nietzsche”.

Tá aí uma coisa que eu queria muito ler, mas dificilmente um scanlation vai traduzi-lo, muito menos uma editora brasileira publicá-lo.

Aliás, já me deparei com a figura de Nietzsche em algum mangá, mas não lembro qual… Fazendo uma rápida busca, encontrei esse post sobre a série “Warau Kanako-sama” (que não conhecia) e uma das páginas do mangá o cita.

Encontrei também sua obra mais famosa adaptada em um mangá, do Japão mesmo, mas traduzido para o espanhol: “Así habló Zaratustra”. A obra foi lançada em abril deste ano pela editora Herder. Você pode ler aqui uma resenha da obra e visualizar aqui as primeiras páginas.

No Brasil, temos a adaptação “Assim falava Zaratustra – dos céus aos quadrinhos”, de Thaís dos Anjos, lançada em 2010 pela editora Devir.

Prévia de uma das páginas.

Além disso, também há uma obra que não chega a ser HQ, mas que traz muitas ilustrações com balões de fala:Apresentando Nietzsche, texto de Laurence Gane e arte de Piero, publicado em 2006.

Pra quem não conhece nada do filósofo pode ser um bom começo porque é bem didático, tem texto simples, e como o nome diz é uma apresentação.

Ah, e é claro, que eu não podia finalizar este post sem colocar a imagem abaixo!! 

Se você conhece mais alguma versão, cite-a nos comentários!

O maior otaku da América

1 Mar

O que esperar de um programa cujo objetivo é encontrar o maior otaku dos Estados Unidos? Bem, a minha impressão inicial pode ser definida por duas expressões: “lá vem m$#&*” e “vergonha alheia”.

Entretanto, após assistir o primeiro episódio de America’s Greatest Otaku minha impressão inicial foi pro lixo! E estou na expectativa de assistir o próximo!

O programa iniciou na última quinta, 24/02, e contará com 8 episódios ao todo. A cada semana o fundador e CEO da editora norteamericana de mangás TOKYOPOP, Stu Levy, junto com seis acadêmicos, que se autoproclamam otakus, viajam pelos EUA em busca do fã supremo de cultura pop japonesa. No caminho, vão passando por lugares e eventos relacionados ao universo pop, os chamados otaku spot. Ao final, o vencedor irá ganhar uma viagem ao Japão.

Stu Levy e sua equipe "otaku six".

No primeiro episódio conhecemos a equipe de Levy, intitulada de otaku six, além de quatro concorrentes ao posto de maior otaku da América. Através do otaku factor conhecemos os pontos fortes de cada participante. Inicialmente, pensei que iria aparecer aqueles otakus mais estereotipados possíveis, como adolescentes reclusos, que mal sabem falar diante da câmera. Mas a maioria é adulta, trabalha na área ou próxima do universo pop e, apesar de algumas coleções e hobbies assustarem um pouquinho, os concorrentes não contribuem para uma má imagem do otaku. Pelo menos foi o que achei nesse primeiro.

Os quatro selecionados no primeiro episódio para concorrerem ao título de maior otaku.

Neste ônibus Levy e sua equipe percorrem os EUA atrás do otaku-mor americano.

Os locais visitados em seis dias são o Anime Expo, o maid café Royal T , o show da Erina Mano, o Yoshiki Foundation Event (com show do X Japan) em Los Angeles; o hotel Tomo!, o Cartoon Art Museum e o Three Rings, em São Francisco. Esses lugares são lindos e dá muita vontade de conhecê-los. E uma das primeiras coisas que percebemos é de como há eventos e lugares para ir relacionados ao pop japonês. Se for comparar com o Brasil… No site é possível ver onde ficam esses lugares através de mapa e assistir um pequeno trecho da parte em que foram apresentados no vídeo.

Uma das suítes do Tomo! Hotel.

Gostei também da edição e da identidade visual do programa, ambas bem trabalhadas, fugindo um pouco do convencional (mas nem tanto) e com um ritmo bom. No final, por exemplo, os otaku six e Levy fazem comentários do que rolou no programa, como as impressões que tiveram dos entrevistados e locais visitados. É algo rápido e ficou muito bacana.

Aparição da banda X Japan no programa.

Definitivamente é um programa que recomendo não só para quem faz parte desse universo, mas para quem quer saber mais, conhecê-lo. Apesar de ter algumas coisas que não me agradaram, como a rápida e superficial explicação do que é ser otaku, o programa tem tudo pra ser uma boa referência para a cultura pop, principalmente nos Estados Unidos.

 

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