Homenagem do Google a Little Nemo in Slumberland

15 Out

O doodle de hoje homenageia os 107 anos de criação de “Little Nemo in Slumberland“, história em quadrinhos de Winsor McCay. Trata-se de um dos principais quadrinistas do início da arte sequencial no Ocidente.

Como na minha monografia de final de curso fiz um capítulo sobre a História da nona arte, resolvi trazer aqui pra vocês o trecho que fala desse quadrinista:

As principais temáticas das HQs dessa época eram o humor e a sátira, com um caráter ingênuo. Por isso, nos Estados Unidos foram chamadas de comics, ou seja, cômicos. Mas havia também uma corrente de intelectuais como George Herriman, criador de Krazy Kat (1911), George McManus, de Bringing up Father (1913) e Winsor McCay, o qual merece um destaque. Em 1905, criou Little Nemo in Slumberland (O Pequeno Nemo no País do Sono), em que Nemo todas as noites viaja até o mundo da fantasia e de manhã acorda para a realidade caindo da cama. Sua obra trazia elementos da Art Nouveau e desenhos surrealistas.

Visualmente rico, espantoso, criativo, jamais repetitivo, sempre inovando na distribuição dos quadros, verticais ou horizontais, usando amplamente as cores, antevendo o futuro cinemascope, as lentes 70 mm, as grandes angulares, os ângulos insólitos, captando a vista do leitor com grandes quadros dominantes, a visão de uma página standard de jornal, com um impacto de imagens e cores sem paralelo nos outros meios de comunicação. (MOYA, Álvaro de. História da história em quadrinhos. 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 1993).

Além disso, McCay foi o pioneiro do cinema de animação. Começou em 1909 a trabalhar na área lançando “Gertie, the Dinossaur”.

Fazendo um paralelo com os quadrinhos japoneses, algumas referências a Little Nemo… são encontradas como influência para a criação do mangá “Sho-chan no Boken” (As Aventuras do Pequeno Sho), de Katsuichi Kabashima e Shosei Oda. Criado em 1923, esse mangá contava a história de um menino que, acompanhado de um esquilo e uma princesa, entrava em um mundo subterrâneo o qual os levava a diversos lugares. Trata-se de um marco na História dos quadrinhos do Japão por se tratar de um título exitoso voltado para o público infantil.

Mas voltando ao doodle, se você prestar atenção, há uma espécie de etiqueta à direita, abaixo do retângulo. Ao clicar nela, surge um novo quadro. E assim vai indo até termos uma página inteira de quadrinhos mostrando a viagem de Nemo. Bacana, não é?!

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