Aberturas e encerramentos japoneses

1 Set

As vinhetas de aberturas e de encerramentos das produções audiovisuais japonesas são, na maioria das vezes, muito bem feitas: seja pela qualidade estética, musical ou mesmo pelo inusitado e experimentalismo presentes. Por isso, resolvi trazer aqui alguns exemplos de doramas (telenovelas japonesas) e animês (desenhos animados japoneses) que, por algum motivo ou outro, chamaram-me a atenção.


My Boss, My Hero

Dorama sobre o filho de um chefe da máfia japonesa (yakuza) que, apesar da idade, volta à escola.

A abertura traz elementos de história em quadrinhos, com destaque para as onomatopéias, as quais permanecem japonesas mas seguem um visual das usadas nos comics, quadrinhos norteamericanos. O resultado é bem interessante.


Elfen Lied

Animê sobre Lucy, uma Diclonius, espécie de mutante com poderes que a tornam uma arma ambulante.

"O Beijo", de Gustav Klimt.

A abertura é feita a partir de obras do austríaco Gustav Klimt, conhecido principalmente pelo quadro “O Beijo” (1907). Além disso, a música é cantada em latim. Acho muito legal essas misturas: você tem aqui um animê, produto da cultura de massa, cuja abertura traz uma forte relação com obras de arte, ou seja, cultura erudita.


Honey & Clover

Animê sobre a vida de um grupo de amigos estudantes de Artes e Arquitetura em uma mesma universidade.

A abertura é uma das mais estranhas que já vi! São pratos com “comidas” que vão ficando cada vez mais bizarras. Num momento aparece um assado em forma de mão que começa a se mexer e escreve em vermelho (ketchup/sangue) “help”! Ah, e dá até pra levar um sustinho no final (mas agora que avisei, provavelmente, não vai te dar)! Fora a parte da história se passar com alunos de artes, até hoje não entendi o que abertura tem a ver com a história… Mas vale a pena assistir!


Otomen

Dorama sobre um rapaz que, mesmo se destacando como um cara “másculo”, gosta de coisas ditas do universo feminino (pelúcias, cozinhar, costurar…). Ele se apaixona por uma garota que não se dá bem nas atividades ditas femininas e luta artes marciais.

O encerramento tem como cenário um Japão feudal, apesar da história se passar na atualidade e não ter relação alguma com aquela época. Nele a garota é perseguida e ele tenta salvá-la, mas o legal é que no final ela acaba salvando os dois! Destaquei aqui porque as imagens ficaram muito bonitas.


Strawberry On The Shortcake

Dorama sobre um grupo de estudantes colegiais. As histórias envolvem dramas como a do aluno que mantém um caso com sua professora e o protagonista que se apaixona pela irmã (não-sanguínea, mas por parte de casamento recente do pai).

Apesar de ser dramático, o dorama acaba sendo cômico em alguns momentos devido sua trilha sonora. A abertura e o encerramento possuem música do ABBA, respectivamente, Chiquitita e S.O.S. Aí em alguns momentos começa a tocar as músicas e fica muito engraçado ouvir no meio de uma cena dramática “chiquitita lálálá”! Apesar das letras fecharem muito bem com a história, acho que pro público ocidental essas músicas acabam dando uma outra “experiência de leitura” ao ver o dorama. Mas, acaba sendo divertido.


Por fim, indo pra esse lado de músicas ocidentais usadas em produções japonesas, lembrei-me de duas que gostei bastante e que fecham muito bem com os enredos: Ergo Proxy e Paradise Kiss. Ambos em animês e encerramentos.

No primeiro, é usada uma música do Radiohead (do álbum “OK Computer”, e o enredo de Ergo envolve relação homem-máquina) e, em Parakiss, a “Do you want to” do Franz Ferdinand. Ambas muito legais!

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